Casino Estoril estreia "Dagaboom", uma criação de Pedro Osório para levar além fronteiras

Lisboa, 06 Mai (Lusa) - "Dagaboom", um espectáculo criado por Pedro Osório, que estreia no próximo dia 21 no Casino Estoril, propõe uma fusão de diversos estilos musicais, tendo como pano de fundo a música tradicional portuguesa, explicou o músico à Lusa.

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"Dagaboom" é apresentado pelo Casino como "uma original gala, que constitui uma proposta aliciante do diversificado programa comemorativo do cinquentenário da Estoril Sol", enquanto o seu criador o assume como "espectáculo de exportação, para levar além fronteiras em digressão".

"Este é um espectáculo para sair as fronteiras e ser apresentado em outros palcos", sublinhou Pedro Osório.

"Dagaboom" inspira-se no espectáculo "Riverdance", baseado em música tradicional irlandesa, que impressionou Pedro Osório.

"`Riverdance` impressionou-me bastante e a ideia de fazer algo do género tornou-se possessiva e foi-me atormentando, tanto mais que acho que temos matéria muito mais rica para trabalhar", disse o maestro.

"A música tradicional portuguesa é o pano de fundo do espectáculo, mesmo se por vezes não nos apercebemos que ela está lá. A nossa música é muito rica e sugestiva, mais até que a irlandesa, dada a grande variedade de recursos", acrescentou.

Em palco vão estar 30 pessoas a que se juntam, no final, 30 "rufinas", os elementos juniores da orquestra Tocárufar.

Além de músicos como Maria João, Rão Kyao, Pedro Mil-homens ou o agrupamento de percussionistas Wok, em palco estarão também 16 bailarinas.

"A coreografia é de Marco De Camilis, sempre em contacto directo comigo", disse Pedro Osório.

"`Dagaboom` é ondulante, alternando cenas de ritmo vibrante e poderoso com cenas de grande lirismo. É, parcialmente, imprevisível porque conta com alguns momentos de improviso, bem como com a participação do público", explicou.

A música é da responsabilidade de Rui Filipe, em colaboração com Pedro Osório e Rão Kyao, cabendo a Mil-homens um improviso com Maria João.

"Apesar de hoje em dia já nada se inventar, não tenho ideia de um espectáculo semelhante", disse também Pedro Osório.

Da voz de Maria João às flautas de Rão, passando pelo didgeridoo (trombeta dos aborígenes australianos), cajón (instrumento de percussão de origem peruana), além de um banda constituída por teclados, viola-baixo e bateria, "propõe-se uma fusão de diversos estilos musicais, como o popular, world music, jazz, pop ou electrónica".

O espectáculo recorre ainda a música gravada e a "um sugestivo jogo de luzes".

NL.

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