Cemitério de Monchique recebe 1.º Prémio de Arquitectura Paisagista

O Cemitério de Monchique, em Guimarães, foi galardoado com o 1º Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista na categoria "Espaços Exteriores de Uso Público", disse hoje fonte do Município.

Agência LUSA /

A mesma fonte disse que a atribuição do Prémio, que distinguiu também o arquitecto paisagista Daniel Monteiro, é da responsabilidade da UrbaVerde - Feira dos Profissionais dos Espaços Verdes e do Equipamento Urbano.

É organizado, desde 2002, pela editora About Green - Comunicação.

O Cemitério de Monchique foi construído pela Câmara Municipal de Guimarães e inaugurado a 23 de Outubro de 2004, sendo autores do projecto os arquitectos Maria Manuel Pinto de Oliveira e Pedro Mendo.

O Prémio tem o patrocínio do Ministério das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional e é dirigido a obras de arquitectos paisagistas de nacionalidade portuguesa com diploma reconhecido pela Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP).

Pode, ainda, contemplar, uma equipa de uma Câmara Municipal, Junta de Freguesia ou Gabinete de Apoio Técnico em que figure pelo menos um arquitecto paisagista.

O júri da distinção foi constituído por Mónica Luengo, membro efectivo do Comité Internacional de Jardins Históricos e Paisagens Culturais; Victor Walker, Arquitecto Paisagista; José Augusto França, membro do Comité do Património Cultural da Unesco; António Viana Barreto, Arquitecto Paisagista; e Sandra Marques Gomes, directora do Jornal Espaços Verdes.

Situado na encosta poente do Monte da Penha, o cemitério de Monchique abre-se sobre o vale, ocupando uma posição paisagisticamente delicada, que se considerou fundamental respeitar.

Daí - sublinham os autores do projecto - "a opção de manter a estrutura topográfica do terreno original, tendo as plataformas existentes sido consideradas como suporte para o desenvolvimento da organização cemiterial".

A reutilização das inúmeras nascentes encontradas no terreno, constituiu outro dos mais importantes pressupostos do projecto, tendo resultado numa forte presença da água, sob várias formas, em toda a área da necrópole.

Em termos programáticos - descrevem - foram previstas diversas tipologias de sepultamento de forma a assegurar as formas tradicionais de inumação, e permitir outras atitudes relativas ao recinto fúnebre, que têm vindo a ganhar importância na sociedade contemporânea, mais plural e diversificada.


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