Cerca de dez mil pessoas viram projecto de Souto Moura e Ângelo de Sousa na Bienal de Veneza

Lisboa, 27 Nov (Lusa) - Cerca de dez mil pessoas visitaram a intervenção arquitectónica de Eduardo Souto de Moura e Ângelo de Sousa na Bienal de Arquitectura de Veneza, que terminou no dia 23 em Itália, anunciou hoje a Direcção-Geral das Artes.

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Situado no edifício Fondaco Marcello, junto ao Canal Grande de Veneza, o Pavilhão de Portugal acolheu o projecto "Cá Fora: Arquitectura Desassossegada", assinado pelo arquitecto Souto de Moura e pelo artista plástico Ângelo de Sousa.

O edifício foi transformado num imenso jogo de espelhos no interior e no exterior, com os dois artistas portugueses a interpretarem, desta forma, o tema geral da bienal: "Lá fora: Arquitectura para lá do edificado".

O espelho exterior reflectia os edifícios vizinhos ao Pavilhão de Portugal, a água e as gôndolas, enquanto que os nove espelhos e colunas colocados no interior obrigavam o visitante a confrontar-se com diferentes escalas e percepções.

A participação portuguesa na mostra de arquitectura de Veneza foi comissariada pelo filósofo José Gil e pelo arquitecto Joaquim Manso, e apoiada pelo Ministério da Cultura, através da Direcção-Geral das Artes, com um orçamento de 400 mil euros.

A 11ª Exposição Internacional de Arquitectura - Bienal de Veneza decorreu de 14 de Setembro a 23 de Novembro.

Segundo a direcção da bienal, cerca de 130 mil as pessoas visitaram os diferentes pavilhões e espaços expositivos do evento italiano.


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