Cesário Costa considera "um desafio" dirigir os destinos da AMEC
Lisboa, 04 (Lusa) - O maestro Cesário Costa, 38 anos, afirmou à Lusa que dirigir os destinos da Associação de Música, Educação e Cultura (AMEC) "é um grande desafio" e recordou que a sua ligação à Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), tutelada pela AMEC, tem já 12 anos.
"Trabalho com a orquestra, que conheço muito bem, desde 1997. Tem um belíssimo grupo de músicos com quem tenho gostado muito de trabalhar no seu conjunto e individualmente", afirmou.
Apontado com um dos mais promissores maestros da sua geração, Cesário Costa afirmou que o ter aceitado dirigir a AMEC lhe exige "muito trabalho" mas que o faz "com gosto".
"Trabalho de facto muitas horas por dia mas com muito gosto e este foi um desafio que aceitei pois acho que devemos tentar ser úteis", afirmou.
O maestro criticou a postura "de sempre dizer mal, sem tentar fazer algo, dar o seu contributo em melhorar as coisas".
"Este é um desafiou para o qual estou muito motivado e isso ajuda", confessou.
Reconhecendo que a sua "actividade principal, nos últimos anos, é como maestro" que "é extremamente enriquecedor, nomeadamente no trabalho com solistas e com diferentes orquestras dentro e fora de Portugal", Cesário Costa referiu a sua experiência como professor na Escola Profissional de Espinho e na Universidade Católica
Quanto à conciliação do cargo de presidente da direcção da AMEC e a direcção de orquestras, recebendo vários convites para ir ao estrangeiro, afirmou ter "estruturado as coisas".
"A área pedagógica está concentrada e a cargo de Paulo Pacheco, a administrativa e financeira a João Villa-Lobos e eu trato da parte artística e institucional" da AMEC, explicou.
Por outro lado, considerou "essencial ouvir com quem se trabalha" e nesse sentido uma empresa externa realizou um estudo, "permitindo reconhecer desde logo os problemas sentidos, as aspirações, os contributos e ideias para o futuro dos diversos sectores da Metropolitana. Perceber o que todos pensam, e o que acham, é essencial", sublinhou.
Cesário Costa dirige quinta-feira, em Liepaja, na Letónia, a Sinfónica local, num programa que inclui a sinfonia n.º 2 de Luís de Freitas Branco, compositor que se estreia naquelas paragens. No concerto em que será solista a violinista Paula Sumane, será também tocada "Symphonie Espagnole", de Édouard Lalo.
Cesário Costa, 38 anos, foi director artístico da Orquestra do Algarve, antes de assumir as funções de presidente da AMEC, em Dezembro.
Concluiu o Curso Superior de Piano em Paris, e na Alemanha completou com a nota máxima a Licenciatura e o Mestrado em Direcção de Orquestra na Escola Superior de Música de Würzburg, na classe de Hans-Rainer Förster.
Em 1997 venceu o III Concurso Internacional Fundação Oriente para Jovens Chefes de Orquestra, tendo nesse mesmo ano sido bolseiro do Festival de Música de Bayreuth.
Como maestro convidado, dirigiu a Royal Philharmonic Orchestra, as orquestras sinfónicas de Nuremberga, Portuguesa, da Macedónia, de Roma, Sudecka, Rzeszów, e de Liepaja, e ainda a Orquestra Gulbenkian, Nacional do Porto, Metropolitana de Lisboa, Remix Orquestra, Ensemble für Neue Musik, a Arhus Sinfonietta, a Orquestra de Extremadura, o Plural Ensemble, a Orquestra de Câmara da Rádio Romena, entre outras.
Apresentou-se como maestro em vários países, designadamente Espanha, França, Andorra, Alemanha, Escócia, Bélgica, Inglaterra, Itália, Dinamarca, Macedónia, Polónia, Roménia, Malásia e Brasil.
NL.
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