Chiara Amarù protagoniza a ópera "La Cenerentola" de Rossini no S. Carlos

Lisboa, 24 mar (Lusa) -- A meio-soprano Chiara Amarù protagoniza a ópera "La Cenerentola", de Rossini, que sobe à cena na quarta-feira, no Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC), em Lisboa.

Lusa /

A direção musical é de Pedro Neves, a encenação de Paul Curran, o responsável pela reposição da encenação, Oscar Cecchi, e os figurinos são de Zaira de Vincentiis.

Além da meio-soprano italiana, de 30 anos, distinguida, em 2013, com o Prémio Especial Nova Geração pelo Teatro Comunale de Bolonha, o elenco é constituído por Jorge Franco, Domenico Balzani, José Fardilha, Carla Caramujo, Cátia Moreso e Luca dall`Amico.

A ópera, que estará em cartaz até 01 de abril, conta com a participação do Coro do TNSC e da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

Em comunicado, o TNSC afirma que se trata de um "conto de fadas feito ópera, no palco" lírico lisboeta.

"La Cenerentola, ossia la bontà in trionfo", de Gioachino Rossini, com libreto de Jacopo Ferreti, foi composta a partir do conto "A Cinderela", de Charles Perrault.

A ópera foi uma encomenda para o palco do Teatro Valle, em Roma, e "deveria ser completada num curto espaço de tempo, sendo urgente a escolha do argumento e do libretista". "`La Cenerentola`, com libreto de Ferretti, foi a escolha final e, em apenas 24 dias, foi escrita, composta, ensaiada e estreada", afirma a mesma fonte.

O TNSC chama a atenção para o facto de que, "poética e musicalmente", esta obra reúne "algumas das características tipicamente rossinianas, a começar pelo texto que explora o sentido e a sonoridade dos nomes e das palavras, muitas vezes com rimas, aliteração ou duplos sentidos".

Por outro lado, em "La Cenerentola" encontram-se "diálogos vivazes e inteligentes, por vezes com recurso ao `parlato`, sucedem-se e interpolam-se com números a solo e de conjunto num notável trabalho a nível do ritmo e da música".

Também a música "reúne os principais ingredientes rossinianos, em particular ao nível da construção das árias e números de conjunto, virtuosismo vocal e efeitos orquestrais que refletem os vários quadros sentimentais do argumento".

A estreia em Roma "não foi acolhida com especial calor, porém, viria rapidamente a tornar-se numa das óperas de Rossini mais populares tanto em Itália como no estrangeiro, com apresentações por toda a Europa". Em Lisboa teve estreia em 1819 e foi a primeira ópera a ser estreada na Austrália, em 1844.

A produção que é agora apresentada em Lisboa é a do Teatro di San Carlo, em Nápoles. O escocês Paul Curran assinou a encenação de "La donna del lago", também de Rossini, ópera levada à cena no passado dia 14 no Metropolitan Opera House, de Nova Iorque.

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