Cultura
Ciclo pretende levar Wagner a outros públicos
O 150.º aniversário da estreia da ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner, é o mote para o início de um ciclo que cruza cinema, ópera e debates sobre o legado wagneriano. O início está marcado para as 18h30 desta quarta-feira no Goethe-Institut, em Lisboa.
A iniciativa é do Círculo Richard Wagner, uma associação sem fins lucrativos destinada a promover a divulgação da obra do compositor alemão. A presidente da entidade, Teresa Cochito, explica ao site da RTP que era importante assinalar o aniversário “de uma das suas obras mais emblemáticas e revolucionárias”.
Um dos objetivos é “dar a conhecer a novas camadas, nomeadamente ao público mais jovem o que é esta música e o que é que significa esta obra de arte total, como Richard Wagner lhe chamava”. “Tristão e Isolda” estreou a 10 de junho de 1865, em Munique.
“Richard Wagner foi um extraordinário inovador, um visionário único, e a sua obra transformou o panorama musical do século XIX e veio a ter um impacto enorme durante o século XX e até aos dias de hoje. “Tristão e Isolda” rasgou novas fronteiras na composição musical, veio abrir a porta para a música moderna, e é, portanto, um marco único da História da Arte.”
O primeiro momento deste ciclo chama-se Cinema e Ópera – Tristão e Isolda e decorre neste mês de junho. Ao final da tarde desta quarta-feira é projetado o documentário de Werner Herzog “A Transformação do Mundo em Música”.
No próximo dia 17, também às 18h30, é exibida a gravação em vídeo do primeiro ato de Tristão e Isolda apresentado no Festival de Bayreuth, na Alemanha, em 1995. O segundo e o terceiro atos são exibidos no próximo dia 24, às 18h00.
Esta produção ficou conhecida por ter sido a primeira vez em que os cantores wagnerianos Siegfried Jerusalem e Waltraud Meier desempenharam os papéis principais como par. Foto: Michaela Rehle, Reuters
A segunda parte do ciclo é intitulada Conversas sobre Wagner à volta do Tristão. A presidente do Círculo Richard Wagner revela que “teremos uma série de quatro conversas de um dos nossos membros fundadores, Eugénio Harrington Sena, com Paulo Ferreira de Castro (15 de outubro), João Paulo Santos (29 de outubro), Jorge Vaz de Carvalho (12 de novembro) e Augusto M. Seabra (19 de novembro)”. Foto: Michaela Rehle, Reuters
“Esperamos que esta seja uma excelente oportunidade, não só para os que conhecem bem a obra de Richard Wagner e que poderão conhecer esta encenação e produção, como também para novos públicos que não conhecem aquela que é para muitos a obra suprema da música ocidental, e seguramente um marco de transformação musical irrevogável”, refere Teresa Cochito.
A responsável explica que esta iniciativa expressa “o empenho que o Círculo Richard Wagner neste momento tem em tomar uma parte mais ativa na sociedade portuguesa, nomeadamente para ajudar a promover novos talentos e a divulgar mais diversos aspetos culturais”.
“Por outro lado, o facto de Richard Wagner ser um caso único que mantém um impacto e uma presença na atualidade de uma dimensão sem paralelo, permite-nos trazer para os dias de hoje a vivência da sua obra”, acrescenta.
Círculo quer lançar bolsas para jovens
O Círculo Richard Wagner nasceu em Portugal há dez anos. “Neste momento somos 50 associados em Portugal, sobretudo em Lisboa. Temos também alguns elementos no Porto e em Guimarães”, esclarece a presidente.
Teresa Cochito lembra que “a primeira associação de pessoas da sociedade para financiar um artista foi criada por amigos da música de Richard Wagner em sua vida, em 1871, para ajudar a financiar a construção do seu inovador teatro em Bayreuth. Hoje somos 140 círculos Richard Wagner em diversos países, e congregamos sensivelmente 26 mil pessoas”.
“Depois de um período sem uma atividade muito expressiva em Portugal resolvemos avançar com este ciclo, até porque achámos que era uma altura pertinente no contexto nacional, onde por efeitos da crise é natural que haja mais dificuldades do ponto de vista da expressão cultural”.
A dirigente da associação recorda que o escritor, poeta, filósofo e compositor “criou um fundo um ano antes de morrer para dar bolsas a jovens que não tivessem meios para poder estudar arte, fosse canto, instrumento ou encenação”, e que esse fundo mantem-se vivo desde 1882. “É coordenado por estes círculos Richard Wagner e todos os anos atribui algumas bolsas e prémios”.
Seguindo esta linha, Teresa Cochito revela que o Círculo Richard Wagner de Portugal pretende lançar “em colaboração com instituições nacionais, como as universidades, orquestras, casas dedicadas à Cultura, um concurso com um prémio e com uma bolsa. Tenho uma expetativa muito positiva de que várias individualidades e empresas queiram juntar-se a nós com este desiderato, que é além do mais muito gratificante.” Foto cedida por Teresa Cochito
“Sentimo-nos bastante motivados de dar expressão a estes legados com que ficámos, de incentivar o desenvolvimento de talentos, difundir a Cultura como forma de fazer as pessoas fazer refletir e enquadrar as suas opções, tornar a existência mais rica, poder dar expressão a uma obra que o Círculo Richard Wagner muito admira, e que mantém cada vez mais a sua atualidade”.
Teresa Cochito sublinha que é vital divulgar a inovadora obra wagneriana “a camadas jovens que não a conhecem” e “cativar novo público”. “Por isso o Goethe-Institut talvez seja o lugar ideal, porque está ligado à divulgação da língua e da cultura alemãs”.
“É um patrocinador fundamental, porque nos proporciona espaço, divulgação, e está também empenhado em fazer o cruzamento entre a difusão da cultura alemã e o apoio ao desenvolvimento da cultura em Portugal”, aponta.
Um dos objetivos é “dar a conhecer a novas camadas, nomeadamente ao público mais jovem o que é esta música e o que é que significa esta obra de arte total, como Richard Wagner lhe chamava”. “Tristão e Isolda” estreou a 10 de junho de 1865, em Munique.
“Richard Wagner foi um extraordinário inovador, um visionário único, e a sua obra transformou o panorama musical do século XIX e veio a ter um impacto enorme durante o século XX e até aos dias de hoje. “Tristão e Isolda” rasgou novas fronteiras na composição musical, veio abrir a porta para a música moderna, e é, portanto, um marco único da História da Arte.”
O primeiro momento deste ciclo chama-se Cinema e Ópera – Tristão e Isolda e decorre neste mês de junho. Ao final da tarde desta quarta-feira é projetado o documentário de Werner Herzog “A Transformação do Mundo em Música”.
No próximo dia 17, também às 18h30, é exibida a gravação em vídeo do primeiro ato de Tristão e Isolda apresentado no Festival de Bayreuth, na Alemanha, em 1995. O segundo e o terceiro atos são exibidos no próximo dia 24, às 18h00.
Esta produção ficou conhecida por ter sido a primeira vez em que os cantores wagnerianos Siegfried Jerusalem e Waltraud Meier desempenharam os papéis principais como par. Foto: Michaela Rehle, Reuters
A segunda parte do ciclo é intitulada Conversas sobre Wagner à volta do Tristão. A presidente do Círculo Richard Wagner revela que “teremos uma série de quatro conversas de um dos nossos membros fundadores, Eugénio Harrington Sena, com Paulo Ferreira de Castro (15 de outubro), João Paulo Santos (29 de outubro), Jorge Vaz de Carvalho (12 de novembro) e Augusto M. Seabra (19 de novembro)”. Foto: Michaela Rehle, Reuters
“Esperamos que esta seja uma excelente oportunidade, não só para os que conhecem bem a obra de Richard Wagner e que poderão conhecer esta encenação e produção, como também para novos públicos que não conhecem aquela que é para muitos a obra suprema da música ocidental, e seguramente um marco de transformação musical irrevogável”, refere Teresa Cochito.
A responsável explica que esta iniciativa expressa “o empenho que o Círculo Richard Wagner neste momento tem em tomar uma parte mais ativa na sociedade portuguesa, nomeadamente para ajudar a promover novos talentos e a divulgar mais diversos aspetos culturais”.
“Por outro lado, o facto de Richard Wagner ser um caso único que mantém um impacto e uma presença na atualidade de uma dimensão sem paralelo, permite-nos trazer para os dias de hoje a vivência da sua obra”, acrescenta.
Círculo quer lançar bolsas para jovens
O Círculo Richard Wagner nasceu em Portugal há dez anos. “Neste momento somos 50 associados em Portugal, sobretudo em Lisboa. Temos também alguns elementos no Porto e em Guimarães”, esclarece a presidente.
Teresa Cochito lembra que “a primeira associação de pessoas da sociedade para financiar um artista foi criada por amigos da música de Richard Wagner em sua vida, em 1871, para ajudar a financiar a construção do seu inovador teatro em Bayreuth. Hoje somos 140 círculos Richard Wagner em diversos países, e congregamos sensivelmente 26 mil pessoas”.
“Depois de um período sem uma atividade muito expressiva em Portugal resolvemos avançar com este ciclo, até porque achámos que era uma altura pertinente no contexto nacional, onde por efeitos da crise é natural que haja mais dificuldades do ponto de vista da expressão cultural”.
A dirigente da associação recorda que o escritor, poeta, filósofo e compositor “criou um fundo um ano antes de morrer para dar bolsas a jovens que não tivessem meios para poder estudar arte, fosse canto, instrumento ou encenação”, e que esse fundo mantem-se vivo desde 1882. “É coordenado por estes círculos Richard Wagner e todos os anos atribui algumas bolsas e prémios”.
Seguindo esta linha, Teresa Cochito revela que o Círculo Richard Wagner de Portugal pretende lançar “em colaboração com instituições nacionais, como as universidades, orquestras, casas dedicadas à Cultura, um concurso com um prémio e com uma bolsa. Tenho uma expetativa muito positiva de que várias individualidades e empresas queiram juntar-se a nós com este desiderato, que é além do mais muito gratificante.” Foto cedida por Teresa Cochito
“Sentimo-nos bastante motivados de dar expressão a estes legados com que ficámos, de incentivar o desenvolvimento de talentos, difundir a Cultura como forma de fazer as pessoas fazer refletir e enquadrar as suas opções, tornar a existência mais rica, poder dar expressão a uma obra que o Círculo Richard Wagner muito admira, e que mantém cada vez mais a sua atualidade”.
Teresa Cochito sublinha que é vital divulgar a inovadora obra wagneriana “a camadas jovens que não a conhecem” e “cativar novo público”. “Por isso o Goethe-Institut talvez seja o lugar ideal, porque está ligado à divulgação da língua e da cultura alemãs”.
“É um patrocinador fundamental, porque nos proporciona espaço, divulgação, e está também empenhado em fazer o cruzamento entre a difusão da cultura alemã e o apoio ao desenvolvimento da cultura em Portugal”, aponta.