Cultura
Cientistas descobrem o sono meio acordado dos crocodilos
Não são apenas os "animais políticos" que dormem nas reuniões e despertam em seguida, aptos a comentarem tudo o que sucedeu durante a sua soneca.
E também não são apenas os crocodilos que praticam essa arte do sono com um olho aberto, para poderem chorar por ele as suas lágrimas famosas. Mas foi no estudo dos crocodilos que a investigação científica pôde confirmar a descoberta de uma característica quase universal da bicharada.
Cientistas que utilizaram câmaras com infravermelhos estudaram num aquário o comportamento dos crocodilos de água salgada e chegaram à conclusão de que estes "desligam" apenas uma metade do cérebro de cada vez para descansarem.
A outra metade fica ligada a um dos olhos, este aberto, para manter o espaço circundante vigiado, porque nele tanto podem surgir ameaças como presas motivadoras de um rápido despertar.
Uma equipa da Universidade de La Trobe, na Austrália, estudou as reacções dos crocodilos adormecidos, quando deles se aproximam outros crocodilos - jovens, acrescenta-se - ou por seres humanos.
Segundo um dos investigadores da equipa, John Lesku, citado em The Telegraph, a observação dos crocodilos, juntamente com outras realizadas anteriormente em outras espécies, permite concluir que o sono em modo de black out total é uma característica exclusiva, ou quase, da espécie humana - exceptuados naturalmente os animais políticos.
E acrescentou: "O valor da investigação é que pensamos no nosso próprio sono como 'normal'". Essa parece ser uma ideia feita que urge questionar, até porque, "se em última análise os crocodilos e outros répteis observados com um olho fechado estão a dormir com um hemisfério do cérebro, então o nosso sono a-todo-o-cérebro torna-se a verdadeira aberração evolucionária".
Com efeito, esta detalhada observação dos crocodilos marinhos, em cativeiro, vem confirmar uma característica muito generalizada no mundo animal, já observada antes em pássaros, golfinhos, focas e outros animais.
Cientistas que utilizaram câmaras com infravermelhos estudaram num aquário o comportamento dos crocodilos de água salgada e chegaram à conclusão de que estes "desligam" apenas uma metade do cérebro de cada vez para descansarem.
A outra metade fica ligada a um dos olhos, este aberto, para manter o espaço circundante vigiado, porque nele tanto podem surgir ameaças como presas motivadoras de um rápido despertar.
Uma equipa da Universidade de La Trobe, na Austrália, estudou as reacções dos crocodilos adormecidos, quando deles se aproximam outros crocodilos - jovens, acrescenta-se - ou por seres humanos.
Segundo um dos investigadores da equipa, John Lesku, citado em The Telegraph, a observação dos crocodilos, juntamente com outras realizadas anteriormente em outras espécies, permite concluir que o sono em modo de black out total é uma característica exclusiva, ou quase, da espécie humana - exceptuados naturalmente os animais políticos.
E acrescentou: "O valor da investigação é que pensamos no nosso próprio sono como 'normal'". Essa parece ser uma ideia feita que urge questionar, até porque, "se em última análise os crocodilos e outros répteis observados com um olho fechado estão a dormir com um hemisfério do cérebro, então o nosso sono a-todo-o-cérebro torna-se a verdadeira aberração evolucionária".
Com efeito, esta detalhada observação dos crocodilos marinhos, em cativeiro, vem confirmar uma característica muito generalizada no mundo animal, já observada antes em pássaros, golfinhos, focas e outros animais.