Cineasta Marco Bellocchio recebe Palma de Ouro de honra em Cannes
O realizador italiano Marco Belloccio receberá um prémio de honra e estreará o documentário "Marx può aspettare", em julho, no Festival de Cinema de Cannes, em França, anunciaram hoje os organizadores.
Segundo o festival, Marco Bellocchio, de 81 anos, marcará presença na cerimónia de abertura, a 06 de julho, estreará o filme "Marx pode esperar" (em tradução livre) e estará na cerimónia de encerramento, a 17 daquele mês, para receber a Palma de Ouro de honra, em reconhecimento pela "obra singular, cuja força e liberdade marcaram o cinema contemporâneo".
Sobre o filme "Marx pode esperar", o festival descreve-o como uma obra "pessoal e dolorosa", com a qual o cineasta tenta compreender o suicídio do irmão gémeo, aos 29 anos, "tragédia familiar da qual nunca verdadeiramente recuperou".
Marco Bellocchio, cuja carreira no cinema remonta aos anos 1960, é autor de filmes como "Henrique IV" (1984), "A condenação" (1991), "Bom dia, noite" (2003), "Vencer" (2009), "Bela adormecida" (2012) e "O Traidor" (2019).
Além de Marco Bellocchio, também a atriz e realizadora norte-americana Jodie Foster receberá um prémio de carreira, anteriormente anunciado.
O 74.º Festival de Cinema de Cannes decorrerá de 06 a 17 de julho, reprogramado para o verão por causa da pandemia da covid-19, e abrirá com "Annette", filme de Leos Carax, com Adam Driver e Marion Cottilard.
A seleção oficial, cujo júri será presidido pelo realizador Spike Lee, contará com filmes como "Benedetta", de Paul Verhoeven, "Ha`Berech (Ahed`s knee)", de Nadav Lapid, "Thr French Dispatch", de Wes Anderson, "Tre Piani", de Nanni Moretti, e "A hero", de Asghar Farhadi.
Na competição de curtas-metragens está o filme "Noite turva", primeira obra do realizador português Diogo Salgado, que em 2020 venceu o prémio de Melhor Filme da Competição Nacional do festival Curtas de Vila de Conde.
Na Quinzena dos Realizadores, um dos programas paralelos do festival, estará, em estreia, o filme "Diários de Otsoga", de Maureen Fazendeiro e Miguel Gomes.
O filme foi rodado em 2020 já em plena pandemia, com os atores Crista Alfaiate, Carloto Cotta e João Nunes Monteiro, e o argumento é assinado por Mariana Ricardo e também por Maureen Fazendeiro e Miguel Gomes, que coassinam pela primeira vez uma produção.