Cinema de Chaves reabre hoje após ter estado um ano fechado por falta de público

Cinema de Chaves reabre hoje após ter estado um ano fechado por falta de público

Chaves, 14 out (Lusa) - A única sala de cinema de Chaves reabre hoje após ter estado um ano encerrada por causa da "reduzidíssima afluência de pessoas", disse à Lusa o presidente do Teatro Experimental Flaviense (TEF), responsável pela exibição dos filmes.

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A sala de cinema fechou em outubro de 2010 porque, segundo Rufino Martins, o valor obtido na bilheteira, na grande maioria das vezes, não chegava para pagar nem metade do seu custo às empresas distribuidoras de filmes.

Por isso, frisou, tornou-se "insustentável" manter este serviço cultural.

Com o encerramento da única sala de cinema em Chaves, os habitantes passaram a ter de percorrer 66 quilómetros até Vila Real, sala de cinema mais próxima da cidade.

O presidente do TEF afiançou ainda que a reabertura do cinema se prendeu com uma "enorme" vontade manifestada pelas pessoas para que voltassem a ser exibidos filmes, no auditório Cine Teatro Bento Martins.

"Acredito que as pessoas sentiram a falta de uma sala de cinema em Chaves, pelo que estou confiante numa maior afluência de público", disse.

Além disso, considerou, o preço do bilhete é de quatro euros, portanto fica mais barato do que ir a Vila Real porque não há gastos com a gasolina, nem com portagens.

A reabertura do cinema, explicou o responsável, foi possível "graças" a um protocolo celebrado entre o TEF e uma empresa de exibição de filmes. Além disso, a Câmara manifestou interesse em "dar apoios".

Inicialmente, haverá apenas uma sessão de cinema por semana, à sexta-feira, pelas 21:30 horas.

Posteriormente, referiu o dirigente, se o auditório com capacidade para 160 pessoas "encher", será criada uma segunda sessão.

A decadência do cinema flaviense não é um problema de agora: "Começou há cerca de quatro anos com o aparecimento dos DVD e com os jovens a terem acesso aos filmes na internet antes de chegarem às salas de cinema", justificou o presidente do teatro flaviense.

No entanto, acrescentou, "o menor poder de compra também pode estar na origem da fraca adesão porque as pessoas cortam nos bens não essenciais".

O cinema faz "muita falta" à cidade de Chaves pois, terminou Rufino Martins, é um bem cultural importantíssimo.

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