Cinquenta mil dólares de fundo americano para Villa Romana do Rabaçal

A Villa Romana do Rabaçal, no concelho de Penela, foi contemplada com um financiamento de 50 mil dólares (cerca de 40 mil euros) de um fundo americano, para obras de conservação e restauro, foi hoje anunciado.

Agência LUSA /

O financiamento provém do World Monuments Fund (WMF), uma instituição de carácter privado com sede em Nova Iorque, que incluiu aquele sítio arqueológico do distrito de Coimbra na sua lista dos 100 locais em perigo.

Miguel Pessoa, director do Museu da Villa Romana do Rabaçal, adiantou à agência Lusa que aquele montante será aplicado em intervenções de conservação e restauro daquele sítio arqueológico durante o ano de 2005, que estão orçadas em 91.367 euros.

Essas intervenções contemplam a limpeza, preservação e restauro de muros, consolidação de estruturas originais, elaboração de um manual de manutenção e conservação geral preventiva e valorização expositiva do sítio.

A restante parte do montante necessário para essas obras será assegurada pela Câmara Municipal de Penela, adiantou o responsável, que há duas décadas vem dirigindo as campanhas arqueológicas no Rabaçal.

Miguel Pessoa adiantou à Agência Lusa que estas obras de conservação e restauro fazem parte do plano geral de salvaguarda dessa Villa Romana para o período 2004-2006, e que está orçado em 800 mil euros.

As obras de conservação e restauro serão divulgadas terça-feira, no local, numa sessão em que participarão representantes de várias entidades, entre eles membros da WMF.

A Villa Romana do Tarrafal situa-se no concelho de Penela e é considerada o mais importante sítio arqueológico encontrado nas imediações (a cerca de 12 quilómetros) da antiga cidade romana de Conímbriga.

Localizava-se junto da via romana que ligava Olisipo (Lisboa) a Bracara Augusta (Braga), no troço entre Sellium (Tomar) e Conímbriga (Condeixa-a-Velha).

Compreende estruturas de uma antiga casa rústica senhorial, com balneário e mosaicos de grande riqueza decorativa.

Segundo Miguel Pessoa, existe um plano de continuação das campanhas arqueológicas, que prosseguirão no próximo verão, centradas na casa da lavoura.


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