Clientes da Caixa em França vão receber informações sobre cultura portuguesa
Os clientes da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em França vão passar a receber com os seus extractos bancários informação sobre a língua e cultura portuguesas, no âmbito de uma parceria com a embaixada de Portugal naquele país.
Este é um dos principais efeitos do protocolo de cooperação e difusão da língua e cultura portuguesa em França que será assinado na quinta-feira em Paris entre a Embaixada de Portugal e a filial francesa do banco estatal português.
"É uma consequência da visita do Presidente da República, Jorge Sampaio, a França e da campanha de promoção da língua portuguesa que lançou", adiantou à Agência Lusa o embaixador português, João Rosa Lã.
Esta parceria com a CGD pretende alcançar um público mais vasto na comunidade luso-francesa, onde nem todos têm contactos regulares com Portugal e a inscrição actualizada nos consulados.
"Precisamos de chegar o mais longe possível na promoção da língua", insistiu Rosa Lã, que espera assim "sensibilizar os alunos, os pais e futuros alunos para os cursos de Português e as actividades culturais".
O acordo prevê ainda que outras acções neste campo, como a edição de livros, sejam apoiadas financeiramente pela CGD, que passa a ser o "patrocinador oficial das actividades culturais da embaixada", definiu o diplomata.
Para o presidente da CGD em França, Almeida Porto, este protocolo insere-se numa "política de apoio aos valores portugueses", como a organização de exposições e eventos culturais.
As informações sobre as actividades e acontecimentos culturais serão incluídas na newsletter que acompanha os extractos bancários e, no futuro, na página de Internet da CGD, precisou.
"Temos interesse em defender a língua portuguesa e temos mais responsabilidades sociais enquanto banco estatal", defendeu, referindo o facto de todos os empregados da filial da CGD dominarem tanto o francês como o português.
Apesar de este protocolo instituir uma colaboração mais próxima entre as duas entidades, João Rosa Lã sublinhou que o apoio da CGD "não é exclusivo" e que a embaixada quer parcerias com mais empresas privadas em França.