Código da Vinci queimado na Itália

Dois vereadores italianos convocaram, em Ceccano, próximo de Roma, uma manifestação para queimar o livro "Código da Vinci" mas, para além de reunirem poucos manifestantes, foram atacados com tomates.

Agência LUSA /

Na Bielorrússia, foi hoje anunciada a suspensão da projecção do filme, baseado no livro de Dan Brown, devido à "reacção negativa dos fiéis", segundo a agência Interfax.

Os dois vereadores italianos convocaram a manifestação durante a semana , num manifesto em que se apelava aos "cristãos" para que reajam "com força e co nvicção a este horrível ataque contra a santa pessoa de Jesus Cristo".

Contudo, os assessores da Democracia Cristã e da Aliança Nacional (dire ita conservadora) foram mais apupados do que apoiados por uma centena de pessoas que protestou contra a destruição de uma obra literária.

E, enquanto na praça central da localidade as chamas devoravam o livro, alguns tomates foram lançados contra os dois responsáveis políticos.

O livro e o filme, que começou a ser exibido sexta-feira em Itália, des envolvem a tese de que Jesus e Maria Madalena teriam tido uma descendência que c hega aos dias de hoje - ideia que a Igreja católica contesta.

Contudo, na Itália, as reacções negativas foram moderadas e, no máximo, os sacerdotes apelaram ao seu boicote.

Embora algumas pessoas se tenham manifestado em frente a uma das salas onde o filme estreou, foi batido, nesse mesmo dia, o recorde italiano de receita s realizadas no primeiro dia de projecção, cerca de dois milhões de euros, refer iu a agência noticiosa Ansa.

O filme está ser projectado em 910 salas de todo o país.

Na Bielorrússia, foi interrompida a venda de bilhetes, depois da empres a estatal da distribuição de filmes ter decidido suspender, na próxima semana, a exibição da película, considerando a "reacção negativa" dos fiéis ortodoxos e c atólicos.

Na semana passada, as autoridades aprovaram o filme apenas para maior d e 18 anos, por recomendação de uma comissão de peritos, integrada por críticos e cinema e representantes do clero ortodoxo e católico.

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