Colóquio de homenagem a Rembrandt na Gulbenkian
Um colóquio multidisciplinar dedicado a Rembrandt nos 400 anos do seu nascimento vai levar à Gulbenkian, dias 30 e 31, especialistas portugueses e estrangeiros, que debaterão a obra do pintor holandês e o período barroco.
Tzevetan Todorov, Mario Perniola, Victor Stoichita, Johannes Stuckelberger são os convidados estrangeiros do colóquio. De Portugal participarão, entre outros, Carlos Couto Sequeira Costa, o coordenador, Mário Jorge Torres, Eduardo Batarda e Rui Vieira Nery.
O primeiro dia será dedicado ao "Visível/Invisível ou as Leituras da Alma" e o segundo à "História e Racionalidade do Barroco/Música Texto Imagem".
Nas palavras do coordenador do colóquio, a obra de Rembrandt constitui "um vertiginoso caleidoscópio de fluxos e de imagens, que vai da potência do teatro e do auto-retrato ao espaço interior, do barroco intensivo ou contido à explosão da luz e da sombra, do pulsar da paisagem à intemporalidade do rosto, ou do visível ao invisível da imagem".
No primeiro dia, a comunicação inaugural está a cargo de Carlos Couto Sequeira Costa e tem por título "A música em si ou o cadá/ver da criação - Metafísica de Rembrandt".
Intervirão a seguir o filósofo e professor de Estética Mario Perniola ("`La maniera nera`de Rembrandt", o cineasta Mário Jorge Torres ("Cinema e Barroco") e o professor de história de arte Johannes Stuckelberger ("Rembrandt as a modern artist).
O pintor Eduardo Batarda abrirá o segundo dia do colóquio com uma comunicação sobre "Temas clássicos e temas bíblicos em desenhos e pinturas do século XVII", prosseguindo os trabalhos com o musicólogo Rui Vieira Nery ("Rembrandt e a música barroca de Seiscentos"), o professor de História de Arte Victor Stoichita ("Peindre le passage, autoportrait e autobiographie chez Rembrandt").
O semiólogo e estruturalista Tzvetan Todorov apresentará a comunicação final, "Rembrandt et la représentation du quotidien".