Companhia Dança de Lisboa em Beja

A Companhia de Dança de Lisboa volta a "dobrar" sábado em Beja o "Cabo da Boa Esperança", num espectáculo com oito anos que conjuga arte e história para comemorar as descobertas marítimas dos portugueses.

Agência LUSA /

Dedicado ao guitarrista português Carlos Paredes e à compositora, pianista e intérprete cabo-verdiana Tututa, "Cabo da Boa Esperança - 518 anos depois" sobe ao palco do Teatro Municipal Pax Júlia, sábado às 21:30.

José Manuel Oliveira, director artístico da companhia lisboeta, explicou hoje à agência Lusa que o espectáculo marca um "reencontro da história com a arte".

Partindo do lema "Por mares nunca dantes navegados", o espectáculo "comemora as aventuras marítimas dos portugueses, como as descobertas do caminho marítimo para a Índia e do Brasil, e o encontro com outros povos e outras culturas", precisou.

Com coreografia e encenação de Célia Gouvêa e música dos portugueses Rodrigo Leão e Vox Ensemble, Amália Rodrigues, Madredeus e Carlos Paredes e dos cabo-verdianos Tututa, Morna e Coladeira, sete bailarinos "dobram" o Cabo da Boa Esperança com danças tradicionais portuguesas e tropicais.

Segundo José Manuel Oliveira, o espectáculo de sábado vai contar com a participação "especial" de cerca de trinta crianças de Beja, que frequentaram os "workshops" de dança e os ateliers coreográficos que a companhia tem vindo a promover na cidade desde terça-feira e até hoje.

"Serão 20 meninas e dez meninos", realçou o director artístico entusiasmado com a participação masculina, considerando "fundamental acabar com a mentalidade machista de que a dança é uma arte feminina".

Antes da apresentação de sábado, a companhia promove, sexta-feira, às 17:00, também no Pax Julia, uma sessão pedagógica sobre o espectáculo, destinada às escolas.

Com oito anos de vida e mais de 100 apresentações em 36 cidades de países como o Brasil, Cabo Verde, Espanha e Portugal, o espectáculo teve antestreia em Lisboa, a 08 de Julho de 1997, junto à Torre de Belém, nas comemorações dos 500 anos da partida de Vasco da Gama para a histórica viagem que o levaria à Índia.

Depois de várias apresentações durante a Expo 98 de Lisboa, para a qual foi originalmente concebido, o espectáculo estreou no Teatro Municipal de São Paulo a 22 de Abril de 2000, dia dos 500 anos da descoberta do Brasil.

Depois de Beja, o espectáculo segue em digressão nacional com passagens por Vila do Conde, Alcochete, Barreiro e Lisboa.

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