Concerto de Paulo Furtado abre Festival Temps D´Images
Um concerto do músico e performer Paulo Furtado e o lançamento do livro de RoseLee Goldberg "A arte da performance - do futurismo ao presente" inauguram terça-feira à noite, no Lux, a 5ª edição do Festival Temps D´Images.
Este evento transdisciplinar de âmbito europeu, que reúne artistas das artes de palco e da imagem, vai decorrer este ano em dez espaços culturais de Lisboa até 15 de Dezembro com espectáculos, exposições, instalações, cinema e estaleiros, conceito lançado pelo festival com o objectivo de estimular o experimentalismo.
No Lux, a partir das 22:30, Paulo Furtado actua como "The Legendary Tiger Man", o alter-ego do artista que se tem destacado na actual cena musical alternativa portuguesa, e que apresentará temas do seu mais recente álbum, "Masquerade".
A abertura do festival será também marcada pelo lançamento, pelo crítico de arte Delfim Sardo, do mais recente livro de RoseLee Goldberg, curadora e pioneira no estudo da performance na arte.
Integrado numa rede europeia de parceiros que se iniciou com três países por iniciativa dos franceses canal ARTE e galeria La Ferme du Buisson para desenvolver as áreas das artes performativas e da imagem, o festival conta actualmente com dez: Portugal, França, Itália, Letónia, Bélgica, Alemanha, Hungria, Polónia, Estónia e Canadá.
Em Portugal, o Festival Temps D´Images é co-produzido pela DuplaCena e pelo Centro Cultural de Belém (CCB) e apresentado este ano em parceria com o Museu do Chiado, Negócio/ZBD, Culturgest, Teatro da Politécnica, EIRA 33, Museu Colecção Berardo, LUX, Teatro Municipal Maria Matos e Cinemateca Portuguesa.
Nesta quinta edição, o director artístico, António Câmara, conta também com a colaboração do director artístico do Museu Colecção Berardo, Jean-François Chougnet, e do director artístico do Teatro Municipal Maria Matos, Diogo Infante.
A programação estende-se aos vários espaços com dez espectáculos, todos eles estreias absolutas em Portugal, e surgem seis estaleiros, "o ex-líbris do festival", segundo a organização.
Na quarta-feira, o espectáculo "I was there", de Abraham Hurtado, que combina performance e vídeo, será apresentado no Teatro Maria Matos, pelas 21:30, e no mesmo dia, pelas 23:00, no café concerto do teatro, o estaleiro "A Sós", em que participam Claudia Varejão, realizadora, e Sandra Faleiro, actriz e encenadora.
Hiroaki Umeda, um dos mais destacados coreógrafos japoneses contemporâneos, sobe ao palco da Culturgest, dias 08 e 09 de Novembro, com o espectáculo "While going to a condition", e a 10 e 11 do mesmo mês, no pequeno auditório do CCB, dança Alexandre Castres, antigo bailarino de Pina Bausch, em "Monsieur Zéro, Famous when dead?".
A dança é cruzada com as artes visuais e o vídeo em "WW", de João Manuel de Oliveira, no dia 18 de Novembro, na EIRA/DuplaCena, sobre a temática do terrorismo, e a 06 de Novembro sobe ao palco da sala de ensaio do CCB a peça "Moitié Moitié", pela Compagnie Skappa, sobre as assimetrias do mundo, e, no mesmo dia, no pequeno auditório do CCB, "Pixel Babes", com concepção, vídeo e coreografia da Compagnie Nicole Seiler, sobre a beleza perfeita e o corpo ideal.
Na programação estarão ainda contempladas exposições, conferências e projecções, nomeadamente, de "Long Sorrow", um novo filme de Anri Sala, no Museu do Chiado, com exibição prevista para 08 de Novembro, até 06 de Janeiro de 2008, e a exposição "Running Window" de Jorge Santos, que será inaugurada a 05 de Novembro no Museu Colecção Berardo.
O artista português apresentará três instalações vídeo: "Running Corner", Raining Curtain" e "Skylight", onde explora as impressões lumínicas, quer no dispositivo cinematográfico, quer no cénico, centrado na ideia do espaço da casa e das suas aberturas comunicantes.
Na Cinemateca, será apresentado um ciclo de filmes entre 10 e 15 de Dezembro que abordará as questões do corpo, cuja selecção, ainda a anunciar, será feita por Pierre-Marie Goulet e João Bénard da Costa, em colaboração com o programador Ricardo Matos Cabo, o jornalista da revista Cinema, Stefani de Lopinnot, o realizador Jean-André Fieschi, entre outros.