Conferência TEDx Macau juntou mais de 200 pessoas no teatro D. Pedro V

Mais de 200 pessoas encheram no domingo o teatro D. Pedro V, em Macau, na primeira conferência TEDx aberta ao público no território, direcionada a "diferentes audiências" e disposta a promover "novos pensamentos".

Lusa /

Ao longo do dia, nove oradores subiram ao palco do teatro D. Pedro V, monumento do conjunto do Património Mundial da UNESCO (Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura), para partilharem, em 18 minutos, diferentes histórias e ideias.

Nesta edição, a primeira sob o nome "TExSenadoSquare", a organização decidiu alargar o convite a oradores de regiões vizinhas, nomeadamente Hong Kong, para diversificar os temas e despertar "novas ideias e pensamentos".

"Convidámos oradores não só de Macau, mas também de regiões próximas, no sentido de receber ideias novas e difundir ideias locais", disse à agência Lusa a curadora do evento, Venus Loi.

Em 2017, o TEDx, programa de palestras organizado de forma independente, passou pela Universidade de Macau, limitado então a estudantes e docentes.

Filosofia, educação, música, fotografia e conservação foram alguns dos temas apresentados no palco do teatro D. Pedro V, onde coube, ainda, uma performance de uma companhia local de dança.

"Enquanto curadores, quisemos apresentar tópicos tão diversos quanto o possível, para dar uma visão mais ampla e abrangente", explicou a responsável.

Subordinado ao tema "Ondulação", o TEDxSenadoSquare nasceu com a missão de "despertar novas ideias que influenciem o público como ondas na água", explicou a curadora, frisando que o evento foi criado por "uma equipa de jovens voluntários".

Em 2009, o TED (Tecnologia, Entretenimento e Design) criou o TEDx, eventos locais e organizados de forma independente, que reúnem pessoas para partilhar ideias em palestras que duram 18 minutos.

No espaço lusófono, os TEDx já foram realizados em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Cabo Verde.

Em Macau, a maioria das palestras foi dada em cantonês, com algumas exceções em mandarim e inglês.

No entanto, "de forma a permitir a participação de todos" e a "quebrar a barreira linguística", a organização disponibilizou legendas em chinês e inglês, bem como intérpretes de linguagem gestual.

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