Conservatório de música de Vila Real será inaugurado até final de Outubro

O Conservatório Regional de Música de Vila Real, um investimento de 2,2 milhões de euros, vai ser inaugurado até ao final de Outubro, anunciou hoje o presidente da autarquia local, Manuel Martins.

Agência LUSA /

A inauguração desta nova infra-estrutura, que vai disponibilizar 16 cursos para cerca de 150 alunos, está atrasada cerca de um mês por razões de ordem técnica.

No entanto, as aulas já estão a ser ministradas em instalações provisórias desde meados de Setembro.

Este ano, já estão matriculados 150 alunos, que estão a ser apoiados por 28 professores.

O Conservatório Regional de Música de Vila Real vai disponibilizar os cursos básicos e complementares de piano, violino, violeta, violoncelo, contrabaixo, viola, dedilhada, clarinete, saxofone, trompete, trombone, flauta transversal, tuba, formação musical, canto e percussão.

Vai ter ainda cursos de pré-iniciação musical, para crianças entre os quatro e os seis anos, e iniciação musical entre os seis e os nove anos.

Manuel Martins referiu ainda que vai ser proposto ao Ministério da Educação a realização de cursos sobre técnicas de construção dos instrumentos tradicionais portugueses, bem como outros de aprendizagem e desenvolvimento de técnicas de execução.

O autarca salientou que se pretende promover a investigação e recolha históricas do património cultural da região, nomeadamente no que diz respeito aos aspectos etno- musicológicos.

Esta infra-estrutura vai funcionar no antigo Convento de S. Domingos, um edifício do século XV contíguo à Sé Catedral, que está há mais de um ano a ser objecto de obras profundas de reabilitação.

O conservatório vai ser gerido pela Fundação Comendador Manuel Correia Botelho, um benemérito natural de Vila Real e emigrante no Brasil, que já contribuiu com muitas doações para associações da cidade.

Nascido em Bujões, concelho de Vila Real, Manuel Correia Botelho, hoje com 83 anos, emigrou para o Brasil em 1921, onde começou por dar aulas de francês, foi banqueiro, trabalhou no sector de hotelaria e, a partir de 1959, começou a gerir uma empresa de limpeza que já era propriedade do seu pai.

Em 10 anos, passou de 20 empregados para 3.000 e, em 1967, a sua empresa foi também convidada para fazer segurança privada ao Banco do Brasil em São Paulo.

Pouco depois expandiu-se para todo o Estado de São Paulo e hoje a empresa "Pires", nome escolhido para homenagear seu pai, é líder na área de segurança, física e electrónica, em toda a América Latina.

Manuel Correia Botelho é ainda proprietário do Centro de Formação de Segurança Pires, uma escola onde são formados os seus agentes de segurança privada.

PLI.

Lusa/Fim


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