"Cravo bem temperado - Manjar afinado" é mote da próxima temporada de Óbidos
Lisboa, 17 out (Lusa) -- "Cravo bem temperado -- Manjar afinado" é o tema da próxima temporada de Cravo de Óbidos que começa no sábado no Museu Paroquial e se prolonga até 26 de novembro.
No total está previsto a realização de cinco concertos, intitulando-se o inaugural "O Génio de Bach", com Flávia Almeida Castro (cravo) e Sofia Diniz (viola de gamba).
Além do Museu Paroquial, o Museu Municipal de Óbidos e o Convento de S. Miguel, nas Gaeiras (arredores de Óbidos) são os outros cenários desta temporada que visa a divulgação da música barroca, "tendo como ponto de partida o instrumento mais emblemático desta época, o cravo", disse fonte da autarquia obidense.
No dia 29, no Museu Municipal, o cravista José Carlos Araújo apresenta um programa sob o título "Bach e as suas influências".
Bach volta a ser a referência para o terceiro concerto, também no Museu Municipal, no dia 19 de novembro, que se intitula "Diálogos musicais -- Bach não original & Co.", com António Carrilho (flauta de bisel) e João Paulo Janeiro (cravo).
No dia seguinte, os professores da Academia de Música de Óbidos realizam um concerto no Convento de S. Miguel das Gaeiras. Este é aliás o espaço escolhido para o concerto de encerramento, "Sonoridades transversais - Open Strings convidam o Cravo", no dia 26 de novembro.
Este concerto procura uma plataforma de diálogo do cravo, que será tocado por Sérgio Silva, com o violino e a guitarra portuguesa, tocados respetivamente por Marcos Lázaro, também responsável pelos arranjos, e Ricardo Marques.
Em todos os concertos deste festival será tocado o cravo encomendado pela câmara municipal, em 2000, e que é cópia de um Goemans-Taskin, do género franco-flamengo (1764-1783), fabricado pelo italiano Guido Bizzi.
O cravo, enquanto instrumento musical, começou a surgir na Europa em finais do século XV, pertencendo a uma família que inclui a espineta e o virginal.
O cravo é um instrumento de cordas com um teclado, tal como o piano, mas enquanto neste último o som é obtido com o martelar das cordas (com martelos), no cravo o som resulta do beliscar das cordas (com lamelas).
Esta oitava temporada está orçada em 10.000 euros, tendo 500 pessoas assistido no ano passado aos quatro concertos realizados, disse à Lusa fonte da autarquia.