De volta ao Rio de Janeiro, festival Rock in Rio espera 700.000 pessoas

Rio de Janeiro, 18 set (Lusa) -- O festival Rock in Rio, que começa na quinta-feira, volta ao Rio de Janeiro ao fim de dez anos, atrairá 700.000 pessoas e terá um impacto na cidade de 273 milhões de euros.

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"Voltamos para ficar", foi assim que o criador e presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, definiu o espírito do festival ao fazer a entrega simbólica da chave da Cidade do Rock, no passado dia 02.

A poucos dias do arranque do festival, as obras no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, já estão concluídas e custaram 37 milhões de reais (15,6 milhões de euros).

No futuro, o espaço, de 150.000 metros quadrados, será destinado ao lazer dos atletas durante os Jogos Olímpicos Rio em 2016.

O total de material usado para construir a infraestrutura do espaço é de 6.000 toneladas de equipamentos.

Roberto Medina defendeu que o Rock in Rio é um "modelo único" de festival e que poderá ser exportado para outros países, assim como já o fez em Portugal e Espanha.

"Já há 10 anos na Península Ibérica, estamos agora de volta ao Rio e pensando expandir para outros países da Europa, Estados Unidos e até Ásia. Cerca de 700.000 pessoas virão assistir às mais de 160 bandas", ressaltou Medina.

Em 2012 o festival terá uma nova edição em Lisboa, no Parque da Bela Vista.

O Rock in Rio não tem "nada no mundo parecido nem em dimensão", salientou Medina ao comparar grandes eventos internacionais como os festivais Lollapalooza e o Coachella, ambos nos Estados Unidos, ou até mesmo Glastonbury, um grande festival a céu aberto no Reino Unido.

"A mentalidade dos festivais internacionais é contratar uma banda e vender bilhete, isso representa 20 por cento do nosso esforço que está centrado num conjunto de ações. A gente está numa outra categoria, é um grande parque temático da música", defendeu o fundador do evento.

Nas nove edições no Brasil, Portugal e Espanha, ao longo dos 25 anos de história, o Rock in Rio reuniu mais de cinco milhões de pessoas, 656 bandas que se apresentaram ao vivo num total de 780 horas de música, com transmissão para mais de mil milhões de telespectadores, em 80 países.

Ao todo, os investimentos ultrapassaram 247 milhões de euros. Segundo a organização, o Rock in Rio movimentou a economia dos lugares por onde passou e, neste ano, a expetativa é atrair mais de 300.000 turistas que irão ao Rio para assistir às 160 bandas musicais.

Segundo estudo realizado pela Riotur, órgão de turismo da Prefeitura do Rio de Janeiro, o festival deverá ter um impacto económico na cidade de 273 milhões de euros, única e exclusivamente pelo Rock in Rio.

Os turistas deverão lotar os hotéis, que preveem mais de 90 por cento de ocupação.

Só a venda de ingressos deve gerar uma receita de 39,5 milhões de euros, tendo os bilhetes esgotado há muitas semanas.

Uma das inovações do Rock in Rio deste ano é a Rock Street com 160 metros de comprimento.

A ideia, segundo Roberto Medina, é recriar o clima de jazz de New Orleans (EUA) numa rua cenográfica, onde bandas de street jazz se apresentarão junto de bares e restaurantes.

Nesta primeira experiência da Rock Street, Roberto Medina explicou que quer reproduzir o clima de descontração, o ritmo e a magia na cidade do jazz.

"É um caldeirão de diferentes atrações e manifestações artísticas. Em um ambiente aberto, divertido e alegre, uma verdadeira panóplia de artistas esbanja talento", disse.

Além de festival de música, o evento também se destacará com brinquedos de diversões como a montanha russa, o Free Fall e a roda gigante de 28 metros de altura próximos da entrada.

FO/SS.

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