Descobertas no noroeste da China sete pirâmides funerárias com 3.000 anos
Arqueólogos chineses descobriram um grupo de pirâmides funerárias construídas há 3.000 anos na província de Jilin, noroeste da China, informou a agência oficial Xinhua.
Os túmulos, que ocupam uma área de 1.000 metros de comprimento e 500 de largura, foram localizados nas imediações da cidade de Jiaohe, numa zona montanhosa, depois de a erosão da água ter deixado um deles a descoberto.
As estruturas estão, na sua maioria, tão deterioradas que se desconhece o seu aspecto original e a altura que tinham. Os arqueólogos crêem, no entanto, que a maior delas - mais bem conservada do que as seis pequenas - era uma pirâmide de três níveis, com 50 metros de comprimento e 30 de largura.
Segundo a descrição da Xinhua, a plataforma mais alta da pirâmide, feita de pedra e adobe, é ovalada e no seu interior encontra-se um ataúde de pedra coberto com uma placa de granito.
Crê-se que no interior do ataúde estejam os restos mortais do líder de uma tribo que viveu na zona há aproximadamente 3.000 anos (cultura de Xituanshan), em plena Idade do Bronze da civilização oriental.
Foram igualmente encontrados nas proximidades instrumentos de caça e de uso doméstico, tais como facas e machados de pedra, recipientes de bronze e de barro.
O uso de pirâmides como estruturas funerárias não era invulgar na antiguidade chinesa. Por exemplo, o primeiro imperador chinês, Qin Shuhuang, famoso pelo exército de terracota que mandou construir, foi sepultado no interior de uma estrutura semelhante.
Há três semanas, a imprensa oficial chinesa alertou para o risco de colapso de um conjunto de pirâmides funerárias na região autónoma de Ningxia, noroeste do país, devido à erosão causada pelo vento ao longo de séculos.
As pirâmides datam da dinastia Xia do Oeste (1032-1227) e a maior delas, de 15 metros de altura, apresenta uma brecha de um metro de largura e dois de profundidade que faz temer o seu desabamento.