Cultura
Descoberto tesouro em moedas com mais de mil anos junto a Israel
A descoberta foi feita por mergulhadores amadores num antigo porto do Parque Nacional de Caesarea. Mais de duas mil moedas enterradas no fundo do mar, num achado que as autoridades de Israel consideram ser “tão valioso que não tem preço”.
Foi um pequeno brilho no fundo do Mediterrâneo que chamou a atenção de Tzika Feuer. O mergulhador amador seguiu o foco de luz e começou a escavar com as próprias mãos. “Outros elementos do meu grupo juntaram-se a mim e descobrimos uma quantidade significativa de moedas de ouro”, afirmou ao Tazpit News.
Rumaram a terra para avisar as autoridades, ainda sem imaginarem a dimensão do que se seguiria. Usando detetores de metal, arqueólogos marinhos conseguiram desenterrar mais de duas mil moedas de ouro, com mais de um milénio. Este tesouro, que pesa cerca de nove quilos, terá ficado exposto por recentes tempestades.
As moedas datam da dinastia muçulmana Fatimid, que governou um império no Norte de África e Médio Oriente entre 909 e 1171.Dez séculos debaixo de água, ainda assim, parecem não ter deixado grandes marcas, até porque se trata de um metal nobre, o ouro. “As moedas estão em excelente estado de preservação e apesar de terem estado no fundo do mar quase mil anos, não necessitaram de qualquer limpeza ou intervenção em laboratório”, disse Robert Cole, um especialista em numismática da 'Israel Antiquities Authority', citado pelo Discovery News. “É um metal que não é afectado pelo ar ou pela água”, acrescenta. Maior tesouro em moedas alguma vez encontrado em Israel
A descoberta não deixa reticências aos peritos. “É tão valiosa que não tem preço”, garantiu à France Presse Yoli Schwartz, porta-voz da 'Israel Antiquities Authority'.
A mais antiga moeda encontrada por mergulhadores é um quarto de dinar cunhado em Palermo, na Sicília, na segunda metade do século IX. De acordo com a autoridade israelita, maior parte destas moedas foram cunhadas entre os séculos X e XI.

Os especialistas detetaram marcas de dentes em boa parte das moedas. Sinal do teste “físico” de morder as moedas para atestar da qualidade e valor. Há ainda moedas que parecem ter sido acabadas de cunhar e outras com marcas de uso de terem estado em circulação.
Origem permanece um mistério
Há várias teorias mas, até agora, nenhuma certeza sobre a origem destas moedas. Kobi Sharvit, diretor da unidade de arqueologia marinha da 'Israel Antiquities Authority', avança num comunicado várias hipóteses.

Uma delas, um “naufrágio de um barco oficial do Tesouro”. Ou seja, o equivalente na altura à autoridade que fazia a coleta de impostos. Uma embarcação que estaria a caminho do governo central, no Egito, com o dinheiro que tinha sido cobrado. Outra das teorias aponta no sentido de se tratar de um navio mercante que afundou neste porto do mar Mediterrâneo.
Só as escavações mais minuciosas que vão agora acontecer é que poderão trazer mais respostas a estas incógnitas.As autoridades não quiseram atribuir um valor específico a este achado. Este tesouro passou a ser propriedade do Estado de Israel. Pela lei, os artefactos históricos têm de ser entregues ao Estado e tentativas de venda são puníveis com penas que podem ir até aos cinco anos de prisão.
Não houve direito a uma “compensação” para os mergulhadores responsáveis pelo achado. No, entanto, tiveram elogios públicos. Num comunicado, citado pelo Washington Post, Kobi Sharvit chamou os mergulhadores de “cidadãos exemplares”. “Muitos levam os objetos para casa e dessa foram, informação arqueológica extremamente importante fica perdida para sempre e não pode ser recuperada”, diz o responsável da 'Israel Antiquities Authority'.
Rumaram a terra para avisar as autoridades, ainda sem imaginarem a dimensão do que se seguiria. Usando detetores de metal, arqueólogos marinhos conseguiram desenterrar mais de duas mil moedas de ouro, com mais de um milénio. Este tesouro, que pesa cerca de nove quilos, terá ficado exposto por recentes tempestades.
As moedas datam da dinastia muçulmana Fatimid, que governou um império no Norte de África e Médio Oriente entre 909 e 1171.Dez séculos debaixo de água, ainda assim, parecem não ter deixado grandes marcas, até porque se trata de um metal nobre, o ouro. “As moedas estão em excelente estado de preservação e apesar de terem estado no fundo do mar quase mil anos, não necessitaram de qualquer limpeza ou intervenção em laboratório”, disse Robert Cole, um especialista em numismática da 'Israel Antiquities Authority', citado pelo Discovery News. “É um metal que não é afectado pelo ar ou pela água”, acrescenta. Maior tesouro em moedas alguma vez encontrado em Israel
A descoberta não deixa reticências aos peritos. “É tão valiosa que não tem preço”, garantiu à France Presse Yoli Schwartz, porta-voz da 'Israel Antiquities Authority'.
A mais antiga moeda encontrada por mergulhadores é um quarto de dinar cunhado em Palermo, na Sicília, na segunda metade do século IX. De acordo com a autoridade israelita, maior parte destas moedas foram cunhadas entre os séculos X e XI.
Os especialistas detetaram marcas de dentes em boa parte das moedas. Sinal do teste “físico” de morder as moedas para atestar da qualidade e valor. Há ainda moedas que parecem ter sido acabadas de cunhar e outras com marcas de uso de terem estado em circulação.
Origem permanece um mistério
Há várias teorias mas, até agora, nenhuma certeza sobre a origem destas moedas. Kobi Sharvit, diretor da unidade de arqueologia marinha da 'Israel Antiquities Authority', avança num comunicado várias hipóteses.
Uma delas, um “naufrágio de um barco oficial do Tesouro”. Ou seja, o equivalente na altura à autoridade que fazia a coleta de impostos. Uma embarcação que estaria a caminho do governo central, no Egito, com o dinheiro que tinha sido cobrado. Outra das teorias aponta no sentido de se tratar de um navio mercante que afundou neste porto do mar Mediterrâneo.
Só as escavações mais minuciosas que vão agora acontecer é que poderão trazer mais respostas a estas incógnitas.As autoridades não quiseram atribuir um valor específico a este achado. Este tesouro passou a ser propriedade do Estado de Israel. Pela lei, os artefactos históricos têm de ser entregues ao Estado e tentativas de venda são puníveis com penas que podem ir até aos cinco anos de prisão.
Não houve direito a uma “compensação” para os mergulhadores responsáveis pelo achado. No, entanto, tiveram elogios públicos. Num comunicado, citado pelo Washington Post, Kobi Sharvit chamou os mergulhadores de “cidadãos exemplares”. “Muitos levam os objetos para casa e dessa foram, informação arqueológica extremamente importante fica perdida para sempre e não pode ser recuperada”, diz o responsável da 'Israel Antiquities Authority'.