Desfile de camiões entre Barcelos e Esposende para entrar no Guinness
O Núcleo dos Camionistas do Minho (Nucaminho) e o Jornal Strada vão tentar promover, a 02 de Junho, entre Barcelos e Esposende, o maior "comboio de camiões" do mundo, numa iniciativa a pensar no Guinness Book.
O presidente do Nucaminho, Manuel Carvalho, disse hoje à agência Lusa que no desfile de camiões, pela EN-103, está já confirmada a presença de Elisabete Jacinto, ao comando do seu MAN M2000, o mesmo em que participou na 30ª edição do Euromilhões Lisboa Dakar.
"Pensamos que não teremos grandes problemas em bater o record mundial, porque normalmente as nossas concentrações anuais reúnem sempre para cima de mil camiões", acrescentou Manuel Carvalho.
O responsável revelou ainda que estarão presentes "pesados" de vários países da Europa.
Neste momento, o record mundial de 416 camiões foi estabelecido numa iniciativa do género realizada em 2004, na Holanda.
Para bater este record, os participantes no "comboio" de 02 de Junho terão que efectuar um percurso não inferior a cinco quilómetros, mantendo uma distância máxima de dez metros entre os camiões.
Neste caso, o trajecto oficial para o Guinness será entre a rotunda da fonte cibernética, em Barcelos, e Forjães, em Esposende.
Do júri vão fazer parte os presidentes das câmaras de Barcelos e Esposende, Fernando Reis e João Cepa, respectivamente, dois deputados e uma advogada.
"O Guinness aceita como júri entidades credíveis da região, uma vez que a deslocação de um júri deles custaria muito dinheiro", disse Manuel Carvalho.
A marca Iveco deverá também integrar o desfile com unidades do seu novo modelo, no âmbito de um percurso de divulgação que anda a fazer por vários países.
A iniciativa terminará com um arraial minhoto na Quinta de Santoinho, em Darque, Viana do Castelo.
O Nucaminho, actualmente com cerca de 830 associados, foi fundado a 02 de Setembro de 2000, por um grupo de camionistas, com o objectivo primordial de promover a classe profissional perante a opinião pública.
"Hoje, penso que a comunidade já tem uma imagem bem diferente dos camionistas. Deixámos de ser vistos como pessoas rudes ou intratáveis, e passámos a ser olhados como utentes `normais` da estrada, como outros quaisquer", referiu Manuel Carvalho.