Director do Expresso rejeita acusação de difamação da produtora Casablanca

O director do Expresso rejeitou hoje as acusações de difamação por parte do responsável da produtora de espectáculos Casablanca, que anunciou a intenção de processar o semanário devido a notícias relacionadas com o Festival Hip-Hop.

Agência LUSA /

Em declarações à Agência Lusa, Henrique Monteiro disse não recear um processo ao semanário "porque foram cumpridas todas as regras do jornalismo e contactados os representantes dos artistas envolvidos".

A produtora Casablanca, responsável pela organização do Festival de Hip-Hop, previsto para o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, e adiada por três vezes desde Dezembro do ano passado, está a ser alvo de uma investigação da Polícia Judiciária (PJ).

Os sucessivos adiamentos do evento, no qual o "cabeça de cartaz" era o rapper norte-americano 50 Cent, foram noticiados pela imprensa em Portugal, nomeadamente pelo semanário Expresso, que concluía, na última edição: "O descrédito é um dado adquirido e preocupa as empresas do sector".

Em declarações hoje à Lusa, em Luanda, o proprietário da promotora Casablanca, Henrique Miguel, responsável pela organização do Festival de Hip-Hop em Lisboa, garantiu que o festival vai realizar-se em Março, num dia a determinar entre 18 e 22.

Afirmou ainda que vai processar o Expresso por difamação e acusou a Universal, editora de 50 Cent, de ser a responsável pela fraca venda de bilhetes devido a uma "campanha difamatória" levada a cabo por "ciúmes", pelo facto de não estar ligada à organização do evento.

Por seu turno, o director do Expresso frisou que "serão os tribunais a decidir quem tem razão" neste caso, acrescentando não recear um processo porque Henrique Miguel "não tem a mínima credibilidade".

"Acho bem que a PJ investigue esta situação porque não é normal um concerto ser adiado por três vezes", observou ainda Henrique Monteiro.

"A nossa norma no Expresso é contactar todas as pessoas envolvidas, o que os jornalistas fizeram. O produtor não falou porque se recusou a prestar declarações" ao semanário, concluiu o director.

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