Diretora do Museu Abade de Baçal de Bragança reconduzida no cargo

Bragança, 03 nov (Lusa) -- A diretora do Museu Regional do Abade de Baçal de Bragança, Ana Maria Afonso, foi reconduzida por mais três anos, que coincidem com as comemorações do centenário daquele espaço e dos 150 anos do nascimento do patrono.

Lusa /

Ana Maria Afonso dirige o mais emblemático museu da região desde 2010 e a sua continuação já foi oficializada em Diário da República, num despacho assinado pelo diretor regional de Cultura do Norte, na sequência de concurso público e da proposta do júri.

O facto de ser escolhida por concurso "agrada bastante" à diretora que encara o projeto de dirigir este museu como "bastante entusiasmante" com várias datas emblemáticas pela frente.

Em abril de 2015 arrancam as comemorações dos 150 anos do Abade de Baçal e em novembro do centenário do Museu que o próprio criou e dirigiu e que "construiu" com o espólio etnográfico e arqueológico que recolheu ao longo da vida por todo o Nordeste Transmontano.

Ana Maria Afonso é licenciada em História e doutorada em museologia, é funcionária da Direção Regional de Cultura do Norte e, entre outros cargo, já dirigiu o Arquivo Distrital de Bragança.

Desde 2010 que assumiu a direção do Museu Regional do Abade de Baçal e tem apostado numa maior interação deste espaço cultural com a comunidade e com a região, através de um leque variado de atividades para todas as faixas etárias, desde idosos, crianças, jovens, famílias e associações.

O museu tem entre portas, nos jardins e também na cidade eventos desde atuações de DJ, a festas de casamentos, batizados, experiências interativas com as obras de artes e outras atividades lúdicas com o propósito de aproximar a população da arte e consciencializar a população do património existente.

A diretora está apostada em associar este espaço á economia da cultura e ao turismo cultural com um projeto que envolve outras vertentes culturais da região e que está dependente da obtenção de fundos comunitários e da mobilização de vontades, nomeadamente do mecenato, como afirmou a diretora.

Este museu de Bragança guarda uma coleção única de desenhos de Almada Negreiros e obras de outros nomes reconhecidos da arte nacional.

O espólio que constitui a identidade deste espaço foi legado por aquele que é considerado um dos maiores vultos da cultura do Distrito de Bragança, o Abade de Baçal, que recolheu por toda a região as principais coleções que integram o acervo da arqueologia, à epigrafia, arte sacra, pintura, ourivesaria, numismática, mobiliário e etnografia.

Criado em 1915, começou por designar-se Museu Regional de Obras de Arte, Peças Arqueológicas e Numismática de Bragança e 20 anos depois foi rebatizado com o nome do Abade de Baçal, que foi diretor daquele espaço até 1935.

Tópicos
PUB