Documentário sobre actriz Isabel de Castro em ante-estreia na Cinemateca

O documentário "Antes de a Vida Começar", sobre a vida da actriz Isabel de Castro, falecida em Novembro do ano passado, vai ser exibido sexta-feira, em ante-estreia na Cinemateca Portuguesa, anunciou hoje a entidade.

Agência LUSA /

Realizado por António Correia, o documentário revela o universo de Isabel de Castro e conta com a participação da actriz, que faleceu aos 74 anos, depois de uma vida dedicada ao teatro e ao cinema.

Com produção de António Amaral e montagem de Paulo Simas e Miguel Barreto, "Antes de a Vida Começar" tem música de Rodrigo Leão e direcção de som de Victor Ribeiro.

O documentário foi criado com base no livro homónimo escrito pela autora, aos 14 anos e publicado pela Portugália em 1950.

"Antes de a Vida Começar" é um retrato da vida e personalidade da artista, "uma mistura de espantos e sonhos, de demasiada gravidade e demasiada independência, de arrojo e de amargura, com o seu quê de tempestuoso e bravio", segundo Natércia Freire, autora de um posfácio da obra.

Nascida a 01 de Agosto de 1931, em Lisboa, a actriz Isabel de Castro estreou-se aos 14 anos no Teatro Estúdio do Salitre, em Lisboa, tendo participado com a mesma idade no filme "Ladrão precisa-se", de Jorge Brum do Canto.

Partiu pouco tempo depois para Espanha onde foi primeira actriz e trabalhou com alguns dos melhores realizadores, entre eles Rovira Belleta, Fernando Fernán Gómez, Franciso Rabal, López Vasques, Ana Mariscal e Conchita Velasco.

Quando regressou a Portugal interpretou várias peças, tendo integrado a companhia do Teatro da Trindade, bem como a do Teatro Avenida, onde foi dirigida por Luís Stau Monteiro, do Villaret, Monumental, e ainda os grupos de teatro Nosso Tempo, o Experimental do Porto, Estúdio de Lisboa, onde contracenou com Catarina Avelar na peça "A cozinha".

De Cascais passou para o elenco do Cornucópia, onde foi dirigida por Luís Miguel Cintra e daqui para os Artistas Unidos, onde trabalhou com Jorge Silva Melo.

A sua última peça neste grupo foi em 1996, "O fim ou Tende misericórdia de nós", de Silva Melo.

Além de poesia e ficção escreveu a peça infantil "Eva ou O Renascer" com a qual realizou uma digressão de dois anos.

Isabel de Castro trabalhou ainda com diferentes realizadores portugueses, nomeadamente Perdigão Queiroga, Henrique de Campos, João Botelho, Alberto Seixas Santos, Solveig Nordlung, Paulo Rocha, Pedro Costa, Manuel Mozos, António Macedo e Manoel de Oliveira.

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