"Down Here" do português Diogo Costa Amarante distinguido em Espanha
Barcelona, 04 nov (Lusa) -- O filme "Down Here", do português Diogo Costa Amarante, venceu o prémio de melhor curta-metragem no Festival Internacional de Cinema Gay e Lésbico de Barcelona, Espanha, foi hoje anunciado.
O filme estreou-se internacionalmente em agosto, no Festival de Filmes do Mundo, em Montreal, no Canadá.
A curta de ficção, com 13 minutos, conta a história de Emily, uma avó de 64 anos, que decide descobrir a comunidade homossexual de Nova Iorque depois de o neto gay se ter suicidado.
Diogo Costa Amarante, que esteve a estudar durante este ano na Universidade de Nova Iorque, no âmbito de uma Bolsa de estudo Fulbright, explicou à agência Lusa em agosto que resolveu fazer esta curta-metragem depois de ter conhecido o Projeto "It Gets Better", que tenta combater "as taxas muito altas de suicídio, mais no interior dos Estados Unidos, de jovens homossexuais".
O realizador descobriu "uma carta verídica de suicídio" em que "há uma referência de um miúdo (...) de 15 anos" que pedia uma "única coisa": para "resguardarem a avó" do motivo do suicídio. Ao real juntou-se a ficção de saber "o que teria acontecido se a avó tivesse lido aquilo".
"Down Here" é o "filme final de primeiro ano" do Master of Fine Arts in Filmmaking, na Universidade de Nova Iorque, que Diogo frequentou este ano e do qual faz um balanço "muito positivo", mas que teve de suspender por não ter conseguido de novo uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
O realizador recebeu o primeiro prémio do júri do festival de documentário DocumentaMadrid em 2009 pelo filme "Em janeiro talvez".
O Festival Internacional de Cinema Gay e Lésbico de Barcelona distinguiu ainda o filme "Mi Ultimo Round", de Julio Jorquera, uma co-produção Chile/Argentina, com o prémio Diversidade para melhor filme de ficção.
Um júri, formado pelo escritor Emili Teixidor e os jornalistas de cinema Lluís Bonet Mojica e Eduardo de Vicente escolheu o filme "pela sua honestidade no tratamento dado ao mundo do despierto, especialmente o boxe, que sempre foi um protótipo do machismo", refere a agência de notícias EFE.
O prémio Doc.LGBT para melhor documentário foi para "Angrarna", de Marcus Lindeen.