"E a Banda Continuou a Tocar…" no centenário do afundamento do Titanic

Christopher Ward, autor do livro "E a banda continuou a tocar...", é neto do músico mais jovem da orquestra do navio Titanic que ficou célebre pelo facto de ter começado a tocar quando foi dada ordem de abandono do navio. Ainda tocava quando o navio se afundou.

RTP /

O autor está intimamente ligado ao afundamento do Titanic já que é neto do músico mais jovem da orquestra do malogrado navio.

A 14 de abril de 1912 o Titanic chocou contra um icebergue na sua viagem inaugural e afundou-se.

Mil e quinhentos passageiros e tripulantes perderam a vida. Quando a ordem para abandonar o navio foi dada, a orquestra pegou nos seus instrumentos e continuou a tocar no convés. Ainda tocava quando o navio se afundou.

O violinista de vinte e um anos, Jock Hume, sabia que a sua noiva, Mary, estava grávida do primeiro filho – a mãe do autor, Christopher Ward que num trabalho de pesquisa histórica conta em "E a Banda Continuou a Tocar…" a verdade escondida durante quase cem anos.

O antigo jornalista Christopher Ward reconta em "E a Banda Continuou a Tocar…" a história do naufrágio, mas também, e especialmente, das vidas dos familiares das vítimas após a tragédia.

Christopher Ward é neto de Jock Hume e de Mary Costin. Começou a trabalhar no Evening Chronicle, em Newcastle-upon-Tyne, com dezassete anos e depois mudou-se para Merseyside para se tornar correspondente em Liverpool do Daily Mirror, no auge da loucura dos Beatles.

Aos trinta e oito anos foi nomeado editor do Daily Express tornando-se o mais jovem editor de Fleet Street. Saiu para se tornar co-fundador da agência de revistas Redwood, da qual é atualmente administrador. Vive nas Scottish Borders, a cerca de cem quilómetros do local onde Jock Hume nasceu, em Dumfries.
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