Ecomuseu do Barroso e UNESCO juntos para projetar a região no mundo
Montalegre, 13 set (Lusa) -- O Ecomuseu do Barroso, na vila de Montalegre, tem, a partir de hoje, um centro da UNESCO, dedicado à biodiversidade e tradição, que tem por objetivo projetar o património imaterial e material da região no mundo.
Com esta parceria, o Ecomuseu do Barroso vai ter um espaço com informação relacionada com a temática da biodiversidade e tradição do concelho de Montalegre, assim como dos projetos da UNESCO.
O diretor do núcleo museológico, David Teixeira, afirmou hoje à Lusa que a assinatura do protocolo com a Comissão Nacional da UNESCO vai abrir a região do Barroso, no distrito de Vila Real, ao exterior.
"Este projeto vai permitir-nos chegar mais longe, abrindo-nos uma janela e uma porta de oportunidades", disse.
Além disso, considerou, ter o Ecomuseu do Barroso associado à UNESCO dá-nos a possibilidade de fazer parcerias e cruzar projetos com clubes e centros desta organização para, mais facilmente, defender o património de Trás-os-Montes.
"Esperamos que a defesa do património natural, cultural e imaterial da região do Barroso possa ter um efeito e eco maior", entendeu.
Segundo a coordenadora da rede de Centros e clubes UNESCO em Portugal, Ana Paula Ormeche, o Ecomuseu do Barroso pelo crescimento, trabalho e projeção que tem tido, merece ganhar uma "nova dimensão".
Por isso, avançou, dar-lhe o "selo" da UNESCO é trazer o mundo até ao Barroso e vice-versa.
"Integrando o Ecomuseu do Barroso na rede UNESCO vamos dar visibilidade ao Barroso, tornar os seus projetos diferentes e reforçar a rede de clubes da organização a nível nacional", explicou.
Em termos práticos, explicou, o núcleo museológico vai apresentar propostas de atividades que, posteriormente, a UNESCO vai analisar e selecionar, enriquecendo-os com projetos de outros centros nacionais.
E, acrescentou, "sendo a UNESCO uma fábrica de ideias e reflexão em torno de temáticas variadas a nível nacional e internacional, os projetos a nós associados ganham outra dimensão".
O presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, frisou que o Ecomuseu, mais do que um espaço, é um projeto de desenvolvimento das pessoas e do território.
"É fundamental que os nossos saberes, hábitos culturais e valores perdurem no tempo", salientou.
O padre António Fontes, que dá nome ao espaço do Ecomuseu, assumiu que esta parceria traz à região do Barroso uma "dimensão enorme".
"A nossa identidade barrosã é um trunfo de desenvolvimento", referiu.
Em termos financeiros, a UNESCO não comparticipa nenhum projeto, mas abre portas e apoia-os na sua divulgação a nível internacional.
Fundada a 16 de novembro de 1945, a UNESCO tem por fim contribuir para a paz e segurança no mundo mediante a educação, a ciência, a cultura e as comunicações.