Cultura
Editada tradução portuguesa de "Ética a Nicómaco" de Aristóteles
"Ética a Nicómaco" de Aristóteles, cuja primeira tradução do grego para português é apresentada quarta-feira em Lisboa "é um livro para quem se queira comportar bem", disse à agência Lusa o escritor Pedro Paixão.
Pedro Paixão, que apresentará o livro na livraria Bertrand no Centro Comercial Picoas em Lisboa, salientou à Lusa a importância "fundamental" do livro do filósofo grego que foi traduzido por António C.Caeiro, professor da Universidade Nova de Lisboa.
Uma tarefa que levou cerca de ano e meio, refere o tradutor na introdução à obra, e para a qual foram essenciais "os conselhos" da catedrática de Coimbra, Maria Helena da Rocha Pereira que fez uma leitura da primeira versão da obra e fez "a redacção de um parecer".
O filósofo grego viveu entre 384 e 322 antes de Cristo e a sua obra revela-se multifacetada quer pela compilação que fez dos conhecimentos da sua época como pelos princípios filosóficos que enunciou e que ainda hoje o pensamento contemporâneo.
O escritor Pedro Paixão afirmou que "apesar de este ser um livro para elites, os seus conselhos de ética e a conduta proposta são mais actuais do que nunca".
Natural de Estagira, na Trácia (extremo Nordeste da Grécia), Aristóteles veio estudar para Atenas, nomeadamente na Academia de Platão onde, onde chegou a professor.
Abandona a Academia após morte de Platão abandona a Academia, viaja e estabelece uma escola sua em Assos, Ásia Menor.
Depois da morte do protector da sua escola o Rei de Atárnea pelos persas, Aristóteles refugia-se na ilha de Lesbos onde estuda biologia.
A sua notoriedade vai-se tornando cada vez maior, levando Filipe da Macedónia, que entretanto invadira a Grécia, a convidá-lo para preceptor do seu filho, o futuro Alexandre, o Grande.
Quando este subiu ao trono, em 225, Aristóteles regressou a Atenas, onde criou a sua própria escola a que deu o nome de "liceu".
Quando Alexandre morre, em 321, desencadeia-se a guerra de libertação dos gregos até aqui sob o ceptro do rei macedónio.
Aristóteles é acusado de colaboracionista dos macedónios e refugia-se em Calcis, na ilha de Eubeia no mar Egeu, onde morre em 322.
"Ética a Nicómaco", editada pela Quetzal Editores, tem uma ampla anotação de António C.Caeiro que considera esta "o mais importante dos textos sobre o problema da ética na produção de Aristóteles".
António C.Caeiro é doutorado pela Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona.
O académico desenvolve investigação nas áreas da Filosofia Antiga e Contemporânea e da Fenomenologia.
Membro do Instituto de Ética e Ontologia publicou a sua tese de doutoramento, "A Areté [excelência] como possibilidade extrema do humano - Fenomenologia da Praxis em Platão e Aristóteles", em 2002, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
Uma tarefa que levou cerca de ano e meio, refere o tradutor na introdução à obra, e para a qual foram essenciais "os conselhos" da catedrática de Coimbra, Maria Helena da Rocha Pereira que fez uma leitura da primeira versão da obra e fez "a redacção de um parecer".
O filósofo grego viveu entre 384 e 322 antes de Cristo e a sua obra revela-se multifacetada quer pela compilação que fez dos conhecimentos da sua época como pelos princípios filosóficos que enunciou e que ainda hoje o pensamento contemporâneo.
O escritor Pedro Paixão afirmou que "apesar de este ser um livro para elites, os seus conselhos de ética e a conduta proposta são mais actuais do que nunca".
Natural de Estagira, na Trácia (extremo Nordeste da Grécia), Aristóteles veio estudar para Atenas, nomeadamente na Academia de Platão onde, onde chegou a professor.
Abandona a Academia após morte de Platão abandona a Academia, viaja e estabelece uma escola sua em Assos, Ásia Menor.
Depois da morte do protector da sua escola o Rei de Atárnea pelos persas, Aristóteles refugia-se na ilha de Lesbos onde estuda biologia.
A sua notoriedade vai-se tornando cada vez maior, levando Filipe da Macedónia, que entretanto invadira a Grécia, a convidá-lo para preceptor do seu filho, o futuro Alexandre, o Grande.
Quando este subiu ao trono, em 225, Aristóteles regressou a Atenas, onde criou a sua própria escola a que deu o nome de "liceu".
Quando Alexandre morre, em 321, desencadeia-se a guerra de libertação dos gregos até aqui sob o ceptro do rei macedónio.
Aristóteles é acusado de colaboracionista dos macedónios e refugia-se em Calcis, na ilha de Eubeia no mar Egeu, onde morre em 322.
"Ética a Nicómaco", editada pela Quetzal Editores, tem uma ampla anotação de António C.Caeiro que considera esta "o mais importante dos textos sobre o problema da ética na produção de Aristóteles".
António C.Caeiro é doutorado pela Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona.
O académico desenvolve investigação nas áreas da Filosofia Antiga e Contemporânea e da Fenomenologia.
Membro do Instituto de Ética e Ontologia publicou a sua tese de doutoramento, "A Areté [excelência] como possibilidade extrema do humano - Fenomenologia da Praxis em Platão e Aristóteles", em 2002, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.