Editora Língua Geral quer apostar em autores de língua portuguesa

O desejo de fazer chegar ao mercado brasileiro obras literárias de autores exclusivamente de língua portuguesa levou à criação de uma editora que quer abarcar a cultura de três continentes.

Agência LUSA /

A editora Língua Geral pretende "explorar a imensidade do universo de l íngua portuguesa" e as singularidades de cada nação e promover o intercâmbio ent re o Brasil e os outros países que falam português, revelaram os seus fundadores .

O projecto reúne a produtora cultural portuguesa Conceição Lopes, a emp resária brasileira Fátima Otero e o escritor angolano José Eduardo Agualusa.

Agualusa explicou que a intenção é "criar uma editora capaz de divulgar , no Brasil, a produção literária da África de língua portuguesa, de Portugal e a do próprio Brasil".

"Autores que estão fora do eixo Rio-São Paulo, jovens escritores e auto res clássicos, não publicados ou mal publicados no Brasil" passarão a ter espaço nas várias colecções da editora, afirmou o romancista.

O projecto arrancou com duas colecções: Mamã África e Ponta de Lança, a primeira para resgatar contos tradicionais africanos para crianças e jovens e a segunda destinada a acolher talentos emergentes ou pouco conhecidos do público.

No próximo ano, a editora pretende avançar com novas colecções, entre a s quais uma que dará chancela a textos de escritores que suscitaram reflexões so bre a história política e social do Brasil.

Sal na Língua, dedicada a autores clássicos, e Língua-de-fogo, com obra s de grandes pensadores, são os títulos de outras duas séries previstas pela edi tora para 2007.

Vidas em Português, una série de biografias de personalidades, e uma co lecção que recuperará lendas do Brasil e de Portugal completam os projectos da L íngua Geral, que espera vender, a partir do próximo ano, algumas das suas obras nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

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