Editorial Bizâncio revela plano editorial até ao final do ano
Redação, 29 jul (Lusa) -- Dois títulos sobre os últimos meses da II Guerra Mundial, três sobre quotidianos históricos e dois romances estão entre os doze livros a publicar, até ao final do ano, pela Editorial Bizâncio, foi hoje divulgado.
A editora portuguesa anunciou que conta publicar 12 novos títulos até ao final deste ano, entre os quais "A retirada -- A primeira derrota de Hitler", de Michael Jones, na área da História, em setembro.
Michael Jones, autor de "O Cerco de Leninegrado", aborda, neste novo título, a retirada das tropas alemãs de Hitler às portas de Moscovo, com novos testemunhos dos dois lados do conflito, no que foi "o ponto de viragem crucial da II Guerra Mundial [1939-45]", segundo a editora. Esta batalha custou aos russos 27 milhões de mortos, entre militares e civis.
Do historiador inglês será também publicado, mas em novembro, "Depois de Hitler -- os últimos dias da II Guerra Mundial".
Em 30 de abril de 1945, Adolfo Hitler suicidou-se. No dia seguinte, o ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, seguiu-lhe o exemplo, tendo a desintegração do III Reich ficado a cargo do almirante Karl Dönitz, mas, "curiosamente, a guerra no resto da Europa continuou por mais dez dias", afirma a editora.
A obra, prossegue a mesma fonte, "revela a história tumultuada, entre Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética, que nesta altura, de repente, pareciam à beira da rutura".
Ainda na área da História está previsto, em setembro, a publicação de "A Istambul do sultão por cinco kuros por dia", de Charles FitzRoy, que aborda a capital do Império Otomano, em meados do século XVIII.
Ainda nesta área científica será publicado, em outubro, "O Antigo Egito por cinco deben por dia", de Donald P. Ryan, que nos remete para o reinado do faraó Ramsés II, que liderou o Egito entre 1279 e 1213 antes de Cristo, e é apontado como o mais próspero período do Antigo Egito.
Outro título a editar, em novembro, é "Florença renascentista por cinco florins por dia", de Charles FitzRoy, que a editora apresenta como "um guia repleto de conselhos práticos para uma viagem no tempo, à idade de ouro de Florença", quando a cidade era governada por Lourenço de Médici.
Em setembro é publicado, na área da Filosofia, "O regresso da princesa Europa", de Rob Rieman, o autor de outras obras, nomeadamente "Nobreza de espírito" e "O eterno retorno do fascismo".
Sobre "O regresso da princesa Europa", a Bizâncio afirma que "pode ler-se como uma canção de Orfeu, plena de esperança, autorreflexão, sabedoria e confiança".
Segundo a mesma fonte, neste ensaio, Rob Riemen "lembra-nos os valores em que a Europa foi construída num momento em que está a passar por uma crise de identidade".
"A União Europeia não é a Europa. É uma união económica, uma burocracia perdida nos seus valores capitalistas, abandonada pelo espírito europeu e assombrada pelos fantasmas de seu passado destrutivo", afirma o autor.
"A xenofobia, a política do medo e do nacionalismo, pode ser visto em toda parte. O conservadorismo está exclusivamente interessado no cultivo do antigo, do que já existe, ao invés de estar aberto às mudanças ao longo do tempo".
Riemen fundou o Nexus Institute, um centro internacional vocacionado para a reflexão intelectual e para inspirar o Ocidente ao debate cultural e filosófico.
Na área do romance será publicado, em setembro, "Os hóspedes", da britânica Sarah Waters, que foi considerado "o romance do ano" pelo jornal britânico Sunday Times, e, em outubro, "Deus não mora em Havana", de Yasmina Khadra, pseudónimo literário do argelino Mohammed Moulessehoul.
Outros títulos a sair são "Hiperespaço", do cientista norte-americano de origem japonesa Michio Kaku, autor de "O futuro da mente", "A física do futuro" e "Mundos paralelos", e ainda, na área da biodiversidade "Força bruta - A energia antes da energia", de Paulo Caetano, "Sopa, sim!", da nutricionista Maria Inês Antunes, e, em novembro, da série de banda desenhada "Baby Blues", "Que nojo", de Rick Kirkman e Jerry Scott.