Elisabete Matos canta os reis no Theatro Circo de Braga

| Cultura

A soprano Elisabete Matos é, a par da Orquestra do Algarve, a "convidada de honra" do "Concerto de Reis" que o Theatro Circo de Braga promove sexta-feira, anunciou hoje fonte do teatro.

Elisabete Matos, natural de Braga, é considerada pela crítica como uma das cantoras portuguesas mais prestigiadas no estrangeiro.

Vai dar voz, no palco principal do teatro, a obras de Suppé, Zeller, Chapí e Lehár, entre outros.

A cantora, que actua sob a direcção de Cesário Costa, um dos mais requisitados maestros da nova geração, destacou-se recentemente na interpretação de Madame Lidoine, do "Dialogue des Carmélites" (Poulenc), no Scala de Milão.

Anteriormente, Elisabete Matos contracenou com Plácido Domingo e José Carreras,

A soprano traz a Braga um reportório composto pelos temas "Abertura de Poeta e Camponês", de Suppé, "Ária une chambre séparée", de Heuberger, "Ária Einer wird kommer", de Lehár, "Abertura de As Alegres Comadres de Windsor", de Nicolai, "Ária Sei nicht bös", de Zeller, "Wien, du Stadt meiner Träume", de Sieczynski e "Meine Lippen, sie küssen so heiss", de Lehár.

Na segunda parte do concerto, Elisabete Matos vai interpretar "Prelúdio de água, azucarillos y aguardiente", de Chueca e Valverde, "Tango de Ermenegilda" ("La Gran Via"), "Schotis del Eliseo Madrileño" ("La Gran Via"), "Sierras de Granada" ("La Tempranica"), de Giménez, Intermédia de "La Boda de Luís Alonso", "Cancíon de la gitana ("La Chavalla"), de Chapí e "Las carceleras" ("Las hijas del Zebedeo").

Estudante de canto e violino em Braga, Elisabete Matos completou, graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, a sua formação em Espanha e estreou-se na Ópera de Hamburgo com a interpretação de Donna Elvira, em "Don Giovanni".

Em 1997, aquando da reabertura do Teatro Real de Madrid, contracenou pela primeira vez com Placido Domingo, na estreia mundial de "Divinas Palabras", de Antón Garcia Abril, desempenhando o papel de Marigaila.

Após este projecto, foi o próprio tenor e maestro espanhol a convidar Elisabete Matos a estrear-se na Ópera de Washington, interpretando Dolly, em "Sly", de Wolf Ferrari, ao lado de José Carreras.

De entre os palcos pisados por Elisabete Matos destacam-se o Teatro Régio de Turim, no Japão, a Ópera de Roma, o Teatro de la Maestranza, em Sevilha, o Grand Teatro del Liceo de Barcelona, o Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa e a Ópera de Nice.

A cantora que, para além do reportório lírico, se apresenta regularmente em concerto interpretando Bach, Manuel Falla, Mozart ou Varése, foi já condecorada com o grau de Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique e distinguida com a Medalha de Ouro do Mérito Artístico da cidade de Guimarães e com o Prémio Internacional Lyons (Itália).

A Orquestra do Algarve foi fundada em 2002 pela Região de Turismo, Universidade do Algarve e por um conjunto de autarquias locais, sendo composta por 31 músicos seleccionados por concurso público internacional.

Desenvolve uma actividade multifacetada, realizando concertos para as populações locais e digressões nacionais e internacionais.

LM.


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