Elvis Presley não morre enquanto houver um fã, diz o clube português Burning Star
Enquanto houver um fã, o Elvis nunca irá morrer e este fascínio não é explicável. Quem o diz é Paulo Henriques, fundador do Burning Star, o Clube Oficial de Fãs de Elvis Presley em Portugal.
Trinta anos depois da morte de Elvis Presley, que se assinalam na sexta-feira, centenas de clubes de fãs em todo o mundo celebram as músicas daquele que é conhecido apenas como "O rei do Rock".
Em Portugal, o Burning Star celebra a data com um convívio no sábado no Montijo, para os admiradores ouvirem e cantarem as músicas e verem os filmes que Elvis protagonizou.
Quase a completar vinte anos, o clube de fãs português foi fundado em 1988 por três admiradores de Elvis, entre os quais Paulo Henriques, de 37 anos, e conta actualmente com cerca de 150 membros. Todos eles têm em comum uma paixão, quase militante, por Elvis Presley.
"Ele tem tudo, tem voz, tem presença em palco. Tem tudo. É uma coisa que não se explica", sublinhou Paulo Henriques.
Coleccionador e admirador, Paulo Henriques tem cerca de 1500 CD e discos em vinil de Elvis Presley, filmes e alguma "memorabilia", como cartazes, bandeiras, canecas e um fato que lhe foi oferecido por um imitador de Elvis no Brasil.
Paulo Henrique não alinha nas teorias de que Elvis está vivo, pelo menos fisicamente: "Enquanto houver um fã, o Elvis nunca irá morrer. Os fanáticos é que dizem que ele está vivo".
Alguns dos membros do clube de fãs português já foram aos Estados Unidos, à obrigatória romaria aos locais frequentados por Elvis, desde a escola em Tupelo até à mansão Graceland, em Memphis, sem se esquecerem de provar a já mítica sandes de manteiga de amendoim com banana, de que Elvis gostava.
O clube de fãs fez duas viagens a Memphis em 1998 e em 2002 e os longos relatos das experiências estão disponíveis na íntegra no site na Internet, com descrições emocionadas da visita a Graceland.
Da carreira de Elvis, Paulo Henriques aprecia sobretudo os anos 70, do regresso do músico aos palcos.
"Mas se houvesse uma máquina do tempo não me importaria de voltar atrás, mesmo ao começo da carreira dele, em 1954, e viver aquilo tudo", disse Paulo Henriques.
O Burning Star, nome que junta os títulos das músicas "Burning Love" e "Flaming Star", foi reconhecido oficialmente como clube de fãs do Elvis em 1997 pela empresa que gere os direitos do cantor, a Elvis Presley Enterprises.
No Burning Star, a admiração por Elvis não escolhe idades: o sócio mais novo tem quatro anos e o mais velho 60.