Equipa holandesa descobre sepultura da época do faraó Akhenaton

Uma equipa arqueológica holandesa descobriu, na necrópole de Saqqara (Sudoeste do Cairo), uma sepultura da época do faraó monoteísta Akhenaton, que reinou há cerca de 3.300 anos, anunciou o Conselho Superior das Antiguidades Egípcias.

Agência LUSA /
Akhenaton reinou por cerca de 17 anos DR

Esta descoberta demonstra que os notáveis contemporâneos da época eram sepultados em Saqqara, cujas tradições religiosas se mantiveram mesmo durante o reinado de Akhenaton, ou "Faraó Herege".

"Ela confirma a existência de sepulturas pertencentes a importantes oficiais da época de Akhenaton", declarou Zahi Hawwas, do CSAE.

"A mesma missão holandesa descobriu, há alguns anos, uma outra sepultura da mesma época", acrescentou Hawwas.

O faraó Akhenaton, da 18ª dinastia egípcia, rompeu a tradição milenar do Egipto antigo.

Decidiu abandonar o culto ao Deus dinástico Amon, o "deus escondido", e impôs o culto exclusivo a Aton, representado pelo sol. Abandonou a capital tradicional do Egipto e construiu uma nova cidade Telle Al-Amarna, dedicada ao deus sol.

A sepultura, cuja descoberta foi anunciada quarta- feira, mostra um cartucho real onde está o nome do portador do cunho real "Ptah Am Waya". As pinturas murais foram feitas no estilo realista da época, num momento em que as convenções artísticas clássicas tinham sido abandonadas.

As pinturas murais mostram Ptah a dirigir-se a uma vida no além, cenas da vida quotidiana e macacos a comerem tâmaras.

A missão holandesa tem levado a cabo pesquisas em Saqqara desde 1990, concentrando-se nos túmulos do Novo Império e em particular nos da época de Akhenaton.

Os membros desta equipa tinham já descoberto o túmulo do padre Meri Neet, da mesma época.

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