Escritores de Brasil, Moçambique e Portugal na final do Prémio Oceanos 2022

por Lusa

Três escritores portugueses, três moçambicanos e quatro brasileiros estão entre os finalistas da 19.ª edição do Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa, criado no Brasil que anualmente escolhe os melhores trabalhos literários publicados em língua portuguesa.

Alexandra Lucas Coelho com "Líbano, labirinto", Djaimilia Pereira de Almeida, com "Maremoto", e José Gardeazabal com "Quarentena - Uma história de amor", representam Portugal entre os finalistas deste ano.

Já os autores moçambicanos selecionados para a fase final do Oceanos são João Paulo Borges Coelho, com "Museu da Revolução", Pedro Pereira Lopes com "O livro do homem líquido" e Teresa Noronha com "Tornado".

A lista também conta com os autores brasileiros Micheliny Verunschk, que concorre com "O som do rugido da onça", Maria Fernanda Elias Maglio com "Quem tá vivo levanta a mão", Ana Martins Marques com "Risque esta palavra" e Tatiana Salem Levy com "Vista Chinesa".

Os organizadores do Oceanos indicaram que os autores das 10 obras classificadas serão convidados para uma série de eventos no Brasil, em Moçambique e em Portugal.

As conversas acontecerão em três unidades da Livraria da Travessa, em São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil, e na Livraria Travessa em Lisboa, em Portugal, que receberão os escritores brasileiros e portugueses entre a última semana de novembro e a primeira de dezembro.

Em Moçambique, a programação será em Maputo, em local a ser definido. O calendário desses encontros será divulgado nas redes sociais do Prémio Oceanos.

Pela primeira vez, o anúncio dos vencedores acontecerá em Moçambique, num país de língua portuguesa do continente africano.

O anúncio dos vencedores vai ocorrer no dia 09 de dezembro, às 17:00 de Portugal e 18:00 de Maputo, num evento transmitido em tempo real pelo YouTube do Oceanos.

Uma comitiva formada pela gestora cultural e coordenadora do Oceanos Selma Caetano, a jornalista e curadora Isabel Lucas e o escritor Luís Cardoso, vencedor do Prémio Oceanos 2021, vai a Moçambique para assinar um Memorando de Entendimento com o Ministério da Cultura e Turismo de Moçambique.

Com a consolidação da parceria com Moçambique, fechada em 2022, os organizadores destacaram que o prémio Oceanos conta agora com a colaboração direta de Cabo Verde, Moçambique e Portugal, além da cooperação institucional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Com isso, o Oceanos está mais próximo de seu objetivo primeiro de ter parceiros com todos os países membros da CPLP para alcançar a totalidade da produção literária de língua portuguesa produzida ao redor mundo.

Em 2023, a comissão curatorial do Oceanos formada por representantes de Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal proporá reformulações do regulamento do prémio, buscando concretizar a catalogação das literaturas em língua portuguesa que a Oceanos Cultura vêm realizando desde 2021.

Este ano, concorreram ao Oceanos 2.452 títulos de autores de 17 diferentes nacionalidades, com obras publicadas em sete países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Estados Unidos, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.

O valor total do prémio é de 250 mil reais (cerca de 48 mil euros na cotação atual), sendo 120 mil reais (23,1 mil euros) destinados ao primeiro colocado, 80 mil para o segundo (15 mil euros) e 50 mil para o terceiro (9,6 mil euros).

O Oceanos é realizado por via da Lei de Incentivo à Cultura, pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, e conta com o patrocínio do Banco Itaú e da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas da República Portuguesa; o apoio do Itaú Cultural, do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde e do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa, assim como o apoio institucional da CPLP.

 

Lusa/Fim

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