Espanhol Luis Feito apresenta "50 Anos de Pintura" a 08 de Abril em Lisboa

O artista plástico Luis Feito, representante do informalismo espanhol, inaugura, a 08 de Abril, a exposição "50 Anos de Pintura" na galeria António Prates, em Lisboa, onde a mostra ficará patente até 07 de Maio.

Agência LUSA /

Feito, que foi fundador do grupo "El Paso" juntamente com Saura, Viola, Canogar e outros artistas, já em 2002 realizara uma exibição retrospectiva no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid.

A mostra vai apresentar a obra de Luis Feito "desde os anos 1950, incluindo trabalhos inéditos do artista, e várias obras do seu período mais solicitado, os anos 1960", de acordo com a galeria.

O informalismo é uma corrente da pintura abstracta que se desenvolveu a partir dos anos 40. Ao contrário do cubismo, que se centra nas formas geométricas, a pintura informalista usa formas mais fluidas e pretende ser a expressão do mundo interior do artista.

Luis Feito nasceu na capital espanhola em 1929, estudou na Escola de Belas Artes de San Fernando de Madrid e em 1954 realizou a primeira exposição de carácter não figurativo, tendo então passado a expor em cidades como Madrid, Paris, Milão, Nova Iorque, Helsínquia, Tóquio ou Roma.

Em 1955, num contexto de pós-guerra, Luis Feito foi co- fundador do "El Paso", grupo de artistas que se uniram para "criar uma obra autêntica e livre, aberta à experimentação e investigação sem fronteiras", como se lia no seu Manifesto.

Em 1956, fixou-se em Paris e em 1981 em Montreal, onde permaneceu dois anos, rumando então a Nova Iorque, onde ficou até aos primeiros anos da década de 1990.

Encontra-se representado em dezenas de museus e colecções um pouco por todo o mundo e acumula diversos prémios de relevo, sendo Oficial da Ordem das Artes e Letras de França (1985) e Comendador das Artes e Letras de França (1993).

A trabalhar entre Madrid e Nova Iorque, Luis Feito teve, ao longo da carreira, influências do cubismo, do informalismo, da abstracção geométrica e da pintura gestual, tendo afirmado em 2002 que a única estética que seguia era "a de ser pintor".

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