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Estado Islâmico divulga imagens da destruição de património em Hatra

Estado Islâmico divulga imagens da destruição de património em Hatra

Um vídeo de sete minutos divulgado na passada sexta-feira pelos meios do Estado Islâmico mostra militantes jihadistas a destruírem artefactos e ruínas históricas no norte do Iraque, consideradas património da Humanidade pela UNESCO.

Andreia Martins, RTP /
Reuters

O Estado Islâmico (EI) aniquilou importantes elementos da cultura e património do Iraque, artefactos com mais de 2.000 anos de história. As provas da destruição chegam através de um vídeo publicado pela organização no YouTube. O vídeo original já foi apagado pela plataforma, mas a agência Associated Press recuperou algumas imagens.



No vídeo, os militantes recorriam a marretas e armas de fogo para vandalizar e destruir as peças de valor incalculável.

Estas ações terão acontecido em março, altura em que o Ministério do Turismo e das Antiguidades iraquiano denunciou a demolição da antiga cidade de Hatra, a sul de Mossul.
Destruir “Ídolos”A cidade de Hatra pertenceu ao Império Seleucida, que controlava parte do território conquistado por Alexandre, o Grande. Alguns dos artefactos datam do século II a.C.
O diário francês Le Monde destaca as “longas declarações” dos terroristas no decorrer de um vídeo “tecnicamente muito profissional”.

Tal como outros atos de vandalismo, o EI justifica no vídeo as ações de destruição de locais de grande valor histórico com a necessidade de arrasar objetos de idolatria: “Algumas organizações infiéis dizem que a destruição destes artefactos é um crime de guerra. Vamos destruir os seus artefactos e os seus ídolos, em todo o lado”.

Os militantes recorrem ao exemplo dado pelos profetas Abraão e Mohammed, que destruíram várias representações profanas, de modo a demonstrar que “só Deus deve ser adorado” e eliminando “os sinais de politeísmo”.

A UNESCO voltou a condenar as ações agora acompanhadas de imagem, que classifica como condutas de “extermínio cultural”. Por sua vez, as autoridades iraquianas, nomeadamente o ministro iraquiano do Turismo, refere que estes ataques “apagam parte da história da Humanidade”.
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