Exposição de homenagem a Nadir Afonso, com 16 pinturas inéditas, inaugura quinta em Odivelas
Lisboa, 07 Abr (Lusa) - Uma exposição de homenagem a Nadir Afonso, com 16 pinturas inéditas e uma mostra documental sobre o artista, é inaugurada quinta-feira no Centro de Exposições de Odivelas, no âmbito das comemorações do primeiro aniversário da entidade.
Intitulada "Nadir Afonso: O Futuro Renascimento", a exposição está inserida nas comemorações do primeiro aniversário do Centro de Exposições de Odivelas, e será inaugurada pelas 21:00 com a realização de um concerto pelo maestro António Vitorino d`Almeida, que irá tocar um repertório dedicado a Nadir Afonso.
A mostra, com 16 pinturas inéditas da Fundação Nadir Afonso, estará patente até 09 de Novembro, e a exposição documental até 19 de Maio com documentários e cerca de 15 livros sobre a vida e obra de Nadir Afonso.
Também serão exibidas algumas obras de arte elaboradas com base na pintura do artista, nomeadamente tapeçarias de Portalegre, peças de porcelana, visionamento de alguns documentários sobre Nadir Afonso e alguns trabalhos de arquitectura do pintor, nomeadamente a panificadora de Chaves.
A iniciativa tem como objectivo "homenagear um artista cuja carreira é consagrada, não só na pintura nacional portuguesa do século XX, como no mundo das artes plásticas internacional", justifica a organização.
Nascido em Chaves em 1920, Nadir Afonso formou-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto e foi estudar pintura em 1946 para a École des Beaux-Arts de Paris.
Ali obteve uma bolsa de estudo do governo francês e em 1951 passou a colaborar com o arquitecto Le Corbusier. Entre 1952 e 1954 trabalhou no Brasil com o arquitecto Oscar Niemeyer.
Regressou depois a Paris para retomar o contacto com os artistas orientados na procura da arte cinética, desenvolvendo estudos sobre pintura que denominou "Espacillimité".
A partir de 1965, Nadir Afonso abandonou a arquitectura e dedicou-se exclusivamente às artes plásticas, continuando a destacar-se pela originalidade e poética do seu trabalho, descrito por alguns críticos como uma "geometrização do quotidiano".
O Centro de Exposições de Odivelas irá organizar acções de carácter didáctico dirigidas a várias faixas etárias, ateliers e visitas guiadas.