Exposição itinerante "Carrilho da Graça: Lisboa" vai à Cidade do México

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A exposição em itinerância internacional "Carrilho da Graça: Lisboa", centrada na forma como o arquiteto português olha para o meio que aborda quando trabalha, vai ser inaugurada no domingo, na Cidade do México.

A mostra, integrada no Mextrópoli 2019 -- Festival de Arquitetura e Cidade, tem curadoria de Marta Sequeira e Susana Rato, e apresenta uma seleção de dez projetos para a cidade de Lisboa, desenhados por Carrilho da Graça, entre o final dos anos de 1980 e 2015.

"Carrilho da Graça: Lisboa" ficará patente na Galeria do Centro Cultural El Rule até 03 de maio, mas o arquiteto irá apresentar antes, na quinta-feira, uma conferência na Faculdade de Arquitetura da Universidade Nacional Autónoma do México às 15:00 locais (21:00 em Lisboa).

O arquiteto João Carrilho da Graça, galardoado com o Prémio Pessoa em 2008, também irá proferir outra conferência na segunda-feira, às 11:55 locais (17:55 em Lisboa), no Teatro Metropólitan.

A exposição, que percorre 30 anos de trabalho do arquiteto, com uma marca forte na capital, foi apresentada pela primeira vez em Lisboa, em 2015, no Centro Cultural de Belém.

Iniciou depois uma itinerância internacional que passou pela Colômbia, Brasil, Espanha, França, Uruguai, Itália, e também já esteve em Tomar, em Portugal.

A exposição de projetos de Carrilho da Graça não é tanto dedicada à obra do arquiteto, mas sim à visão de Lisboa, cidade onde trabalha há mais de 30 anos.

"Carrilho da Graça: Lisboa" foi apresentada, além do CCB, entre outros, no Museo de Arquitetura Leopoldo Rother, em Bogotá, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, no Museo Marítimo de Barcelona, e em dois espaços da capital do Uruguai, o Centro de Exposições e a Faculdade de Arquitetura, Desenho e Urbanisno, da Universidade da República (Udelar), e em Paris, na Ecole Nationale Supérieure d`Architecture (ENSA).

Nascido em Portalegre (1952), João Carrilho da Graça, de 66 anos, foi Prémio Pessoa em 2008 e é autor, entre outros projetos, da Escola Superior de Comunicação Social, concluída em 1993, Prémio Secil no ano seguinte, do Museu do Oriente, da musealização arqueológica da Praça Nova do Castelo de São Jorge e da Escola Superior de Música do Politécnico de Lisboa, entre outros projetos.

O arquiteto licenciou-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 1977 (atual Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa), ano em que iniciou a sua atividade profissional.

Foi por várias vezes nomeado para o prémio europeu de arquitetura Mies van der Rohe (1990, 1992, 1994, 1996, 2009, 2011, 2013, 2019), distinguido com o Prémio Valmor pelo Pavilhão do Conhecimento dos Mares (1998) e pela Escola Superior de Música (2008).

Ao conjunto da sua obra foram atribuídos diversos prémios, nomeadamente o da Associação Internacional dos Críticos de Arte (AICA), em 1992, a Ordem de Mérito da República Portuguesa (1999), o título de Chevalier des Arts et des Lettres da República Francesa (2010) e a Medalha da Académie d`Architecture de França (2012).

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