Exposição itinerante de artefactos do Titanic inaugurada hoje no Porto
Objectos do transatlântico Titanic resgatados do fundo do mar e outros documentos integram a exposição itinerante "Titanic - The Exhibition", que pode ser visitada no Mercado Ferreira Borges, no Porto.
A mostra estará patente até 20 de Março de 2005, e vai contar com a presença do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, na inauguração, apresenta também reproduções dos camarotes e recorda a repercussão que teve na imprensa internacional o naufrágio do navio, que se afundou na noite de 14 para 15 de Abril de 1912, na viagem inaugural com destino a Nova Iorque.
O percurso pela exposição, que dura cerca de duas horas, é feito com auriculares, através dos quais os visitantes podem entrar em contacto com a atmosfera sonora que terá existido a bordo do navio, cujo naufrágio causou a morte de cerca de 1.500 pessoas.
"Titanic - The Exhibition", que chega ao Porto por iniciativa da autarquia da cidade e da entidade espanhola Titanic Centenary 2012, esteve durante três meses no Museu Marítimo de Barcelona, onde recebeu cerca de 150 mil visitantes.
Depois do Porto, a exposição, que ocupa uma área de 1900 m2, continuará o périplo por cidades europeias como Madrid, Génova, Milão, Roma, Turin, Bordéus até 2012, ano em que se fixará permanentemente em Nova Iorque, Liverpool, Roma ou Barcelona, que já demonstraram interesse em acolher a mostra.
O Titanic transportava no seu porão 720 garrafas de vinho do Porto quando, ao colidir com um iceberg no Atlântico Norte, rasgou o casco e naufragou, mas apenas oito dessas garrafas foram recuperadas do oceano.
O destino dos artefactos do Titanic tem motivado um acesso debate e, em Novembro passado, Robert Ballard, o explorador submarino que descobriu o navio a 3.750 metros de profundidade no ano de 1985, regressou ao local onde os destroços repousam e lamentou os estragos provocados pelos caçadores de recordações.
Os visitantes já retiraram do barco moedas, serviços de jantar, candeeiros, um compasso, um sino do navio, anéis, botões de punho e outros objectos, e deixaram atrás de si lixo, correntes e sacos utilizados como lastro pelos submarinos.
Ballard, que escreve sobre o seu regresso ao Titanic na revista deste mês da National Geographic Society, que financiou a operação de descoberta do transatlântico, está a tentar que vários países assinem um tratado internacional que considere o transatlântico um monumento marítimo internacional.