Exposição "Lusa - a Matriz Portuguesa" registou recorde de público no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, Brasil, 19 Fev (Lusa) - A exposição "Lusa - a Matriz Portuguesa" foi visitada por 754.753 pessoas, durante os quatro meses em que esteve patente ao público, no Rio de Janeiro.

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Trata-se de uma média diária de 6.438 visitantes, o maior público já registado por uma exposição organizada pelo Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), disseram hoje os organizadores à agência Lusa.

A mostra, que esteve entre os dias 11 de Outubro a 10 de Fevereiro, no Rio de Janeiro, seguirá agora para Brasília, onde ficará no período de 26 de Fevereiro a 04 de Maio.

A abertura para convidados decorrerá no dia 25 de Fevereiro, com a presença do comissário Ivo Castro, professor da Universidade de Lisboa e conferencista especializado em História da Língua Portuguesa.

Ivo Castro realizará a conferência "Língua portuguesa: De Onde Veio? Para onde Vai?", sobre a formação do idioma e suas variações nos diferentes países que o adoptaram.

"Lusa-a Matriz Portuguesa" mostra o contributo da cultura portuguesa para a formação da nacionalidade brasileira, a partir da chegada da família real, em 1808.

A mostra inclui 147 peças de 38 instituições portugueses, dentre elas algumas que nunca atravessaram o Atlântico e outras que jamais deixaram Portugal.

Entre o acervo da exposição, estão cerca de 40 peças, consideradas verdadeiros tesouros portugueses, como um guerreiro em granito e um colar de ouro celta.

A exposição insere-se numa trilogia sobre formação étnica brasileira, criada pelo CCBB, precedidas pelas mostras "Arte da África" e "Antes - Histórias da Pré-História".

A mostra revela as origens de Portugal, desde a pré-história até 1500, os povos antigos, o domínio romano, as presenças cristã, judaica e árabe, a formação das fronteiras até ao apogeu da era dos descobrimentos marítimos.

A exposição contém peças em mármore, pedra, ouro, azulejo, pintura, escultura, achados arqueológicos, mapas, e é acompanhada por componentes multimédia sobre a formação da língua portuguesa, a arquitectura e a paisagem portuguesa.

Entre as instituições portuguesas que cederam objetos à exposição estão o Museu Nacional de Arqueologia, o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Monográfico de Conímbriga, o Museu de Alberto Sampaio e o Museu Nacional do Azulejo.

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