Festival Alive garantido no Passeio Marítimo de Algés por mais quatro anos

| Cultura

O festival Alive irá manter-se no Passeio Marítimo de Algés, pelo menos até 2023, anunciou hoje o vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras (CMO) na conferência de imprensa de balanço da 13.ª edição, que termina hoje.

De acordo com Francisco Rocha Gonçalves, "os próximos quatro anos de Alive estão garantidos" no Passeio Marítimo de Algés.

Numa visita ao recinto na semana passada, o presidente da CMO, Isaltino Morais, tinha anunciado que a autarquia tem "praticamente concluídos" dois projetos de passagem aérea entre Algés e o respetivo Passeio Marítimo.

Os dois projetos "irão permitir a criação de duas ligações por cima do caminho de ferro para o terrapleno, para permitir saídas e entradas de pessoas".

Atualmente, a passagem de peões de Algés para o Passeio Marítimo é feita através de um túnel, que faz ligação à estação de comboios.

Nos dias do festival, à noite e por questões de segurança, o túnel só pode ser utilizado por pessoas com mobilidade condicionada.

O escoamento do resto do público é feito pelo viaduto da CRIL.

Embora a 13.ª edição do festival NOS Alive só termine às 04:00 de domingo -- "ainda muitos espetáculos vão decorrer" - o promotor Álvaro Covões fez, pelas 21:00, um balanço positivo da iniciativa.

"Também esgotámos o dia de hoje, estamos satisfeitos", afirmou Álvaro Covões.

Em comparação com anos anteriores, era notória este ano uma menor afluência de público. Hoje é, sem dúvida, o dia com mais pessoas no recinto do festival.

Na sexta-feira, as primeiras bandas a atuarem no palco principal fizeram-no para poucas centenas de espetadores.

O promotor destacou também que "os concertos foram espetaculares" e que, nesta edição, os seus "vencedores" foram Ornatos Violeta, Jorja Smith e Grace Jones.

Álvaro Covões destacou ainda o trabalho de Odeith na transformação do palco Comédia numa instalação artística.

"Estamos muito satisfeitos com o trabalho que o Odeith fez connosco, um movimento que começámos no ano passado com o Bordalo II", afirmou, referindo que Odetih, "que em Portugal é menos conhecido do que lá fora, merece o carinho de todos", já que é "mais um português que vende Portugal no mundo, é o melhor do mundo em anamórfico, graffiti a 3 dimensões".

Na 13.ª edição, o festival manteve a parceria com o Instituto Gulbenkian Ciência (IGC) e Álvaro Covões lembrou que "estão abertas inscrições para mais duas bolsas de investigação cientifica".

Este ano, foram vendidos no estrangeiro "16 mil bilhetes a mais de 80 nacionalidades".

No campo da sustentabilidade, o promotor destacou o uso de copos reutilizáveis e a campanha para acabar com as beatas no chão.

Os copos são vendidos a um euro, não reembolsáveis. Álvaro Covões explicou que "as pessoas devolvem os copos e o dinheiro vai para duas instituições: Mansarda (de apoio a artistas) e Brigada do Mar (dedicada a limpeza de praias não concessionadas)".

Em relação às beatas, o promotor referiu que "foram distribuídos mais de 30 mil cinzeiros portáteis".

O NOS Alive regressa ao Passeio Marítimo de Algés nos dias 09, 10 e 11 de julho de 2020. Para a 14.ª edição está já confirmada a presença dos Da Weasel, que acabaram em 2010 e se juntam dez anos depois para um concerto único, no dia 11.

Tópicos:

Bordalo II, Brigada, Gulbenkian Ciência IGC, Ornatos Violeta Jorja Smith, Passeio ítimo,

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