Festival de Cannes abre hoje com filmes portugueses

O Festival de Cinema de Cannes, que começa esta terça-feira, tem filmes portugueses em competição e deverá ficar marcado pela atualidade geopolítica, da Ucrânia e de Gaza, e pela ameaça de tarifas de Trump na produção cinematográfica.

Lusa /
Cannes mostra filmes portugueses Cannes

A abertura oficial da 78.ª edição é com “Partir un Jour”, primeira longa-metragem da realizadora francesa Amélie Bonnin, mas o festival também vai exibir hoje três documentários dedicados à Ucrânia, para lembrar “o empenho de artistas, autores e jornalistas em contar a história deste conflito no coração da Europa, que afeta o povo ucraniano e o mundo há três anos".

Este ano, o tapete vermelho é estendido a estrelas como Robert de Niro, que vai receber hoje uma Palma d’Ouro de carreira, a Tom Cruise que estará em Cannes por causa do mais recente filme “Missão Impossível”, ou a Quentin Tarantino, convidado para uma ‘masterclass’ de cinefilia sobre ‘westerns’.

Além de várias coproduções, a presença portuguesa no festival passa pela competição oficial de curtas-metragens, com "A Solidão dos Lagartos", de Inês Nunes, e "Arguments in Favor of Love", de Gabriel Abrantes, a disputarem a Palma de Ouro, o prémio que em 2009 distinguiu João Salaviza com “Arena”.

Oito anos depois de ter apresentado em Cannes o filme “A Fábrica de Nada”, o realizador Pedro Pinho volta ao festival – na secção "Un Certain Regard" - com “O Riso e a Faca”, segunda longa-metragem de ficção, com mais de três horas e rodada em África.

"O Pássaro de Dentro", "curta" de animação de Laura Anahory, está na secção Cinef, dedicada a filmes feitos em contexto escolar, e no programa ACID Cannes, paralelo ao festival, estreia-se “Entroncamento”, de Pedro Cabeleira.


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