Festival Gay e Lésbico junta cinema e sexualidade em Lisboa
Cinema e sexualidade estão em destaque a partir de hoje no nono Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, que até dia 21 apresenta cerca de uma centena de filmes, entre longas- metragens, curtas e documentários.
Ao todo, serão exibidos 96 obras, 38 das quais em competição, com o traço comum de abordarem o universo gay, lésbico e transgender.
O júri internacional é composto pela crítica alemã Carla Despineux, a realizadora portuguesa Margarida Cardoso, o activista e programador do festival congénere de Londres Brian Robinson e o programador do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Turim, Cosimo Santoro.
Os prémios a atribuir irão para a melhor longa-metragem de ficção, melhor documentário e melhor curta-metragem. Oito longas- metragens, 15 "curtas" e 15 documentários competirão entre si.
A par do grosso da programação, o Festival inclui ainda um ciclo sobre os 60 anos de Auschwitz, recordando a experiência de judeus e homossexuais, entre outras vítimas do genocídio perpetrado pelos nazis, de 26 a 30 de Setembro.
Fora de competição, o Festival compreende ainda uma retrospectiva do catálogo da New Wave, com filmes que passaram pelas salas de cinema, como "Cidade de Deus", "Residência Espanhola" e "Tribute to Derek Jarman", homenagem ao realizador inglês homossexual.
As sessões decorrerão no Cinema Quarteto, com os ciclos temáticos e programas especiais agendados para os auditórios do Instituto Franco-Português, do Instituto Goethe e na FNAC do Chiado.
Sem fitas, mas dentro da mesma temática, o Festival organiza um colóquio de estudos sobre "Culturas, Identidades, Visibilidades", que a 16 e 17 de Setembro, no Instituto Franco-Português, debaterá a sexualidade na vertente psicológica, literária, artística, cinematográfica, científica, social e política.
Todas as sessões de cinema são interditas a menores de 18 anos, com bilhetes a três e dois euros.