Festival Internacional anima Beja com "histórias aos quadradinhos"

Mais de dez exposições individuais e colectivas de 41 autores portugueses e estrangeiros vão animar Beja com "histórias aos quadradinhos", no segundo Festival Internacional de Banda Desenhada, que arranca sábado.

Agência LUSA /

Até 29 de Abril, os "apaixonados" por BD poderão apreciar os "traços" d e autores consagrados e novos talentos da nona arte, através de 14 exposições, 1 1 individuais e três colectivas, espalhadas pela Casa da Cultura, Museu Jorge Vi eira e Museu Regional de Beja.

O português Filipe Abranches, um dos mais talentosos autores europeus d a actualidade, o brasileiro Lourenço Mutarelli, o norte-americano George Pratt e os espanhóis Javier Olivares e Carlos Pacheco, são alguns dos autores escolhido s para as mostras individuais.

"A Viagem da Virgem", com trabalhos de JCoelho, Pepedelrey, Rui Gamito e Rui Lacas, "Black Box Stories", com 116 histórias de José Carlos Fernandes, o mais premiado autor português da actualidade, "corporizadas" nos desenhos de sei s outros autores, são duas das exposições colectivas.

Destaque ainda para a colectiva que reúne trabalhos de jovens talentos locais, autores do Toupeira - Atelier de Banda Desenhada de Beja, que já foram p ublicados no fanzine "Venham + 5".

Este fanzine, editado pela Bedeteca de Beja, foi considerado o Melhor F anzine nacional na edição de 2005 do Festival Internacional de Banda Desenhada d a Amadora.

Além das exposições, o festival inclui, pela primeira vez, um ciclo de cinema que irá exibir, no Teatro Municipal Pax Julia, três filmes onde a sétima arte se cruza com a nona.

"American Splendor", de Robert Pulcini, e Shari Springer Berman, inspir ado na BD de Harvey Pekar (dia 9), "Imortal" de Enki Bilal, baseado na BD do rea lizador (dia 17) e "A História da Violência" de David Cronenberg, inspirado na B D de John Wagner e Vince Locke, são os filmes a exibir.

O festival inclui também um mercado do livro, com raridades e lançament os de novas edições de livros e fanzines, sessões de autógrafos e conferências.

Assumindo-se como um espaço dedicado à divulgação da BD e à descoberta de novos talentos, o festival inclui ainda vários workshops e oficinas livres de banda desenhada e uma maratona de 12 horas a desenhar, cujos trabalhos serão pu blicados no fanzine "Café e cigarros" da Bedeteca de Beja.

A música também marcará presença no festival, com uma "Viagem a Marte" através dos sons dos portugueses Fat Freddy, num concerto agendado para sábado, às 23:00, no bar Azrael.

Na "onda" da World Music, o colectivo de Matosinhos, Porto, apresenta o álbum "Fanfarras do ópio", uma viagem por universos tão distintos como as valsa s ou as polcas do leste europeu e o Rock `a` Billy americano, onde não são esque cidos os imaginários de Kusturika e Stanley Kubrick, nem a BD dos anos 60.

O Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja é organizado pela B edeteca local, um dos poucos espaços do género em Portugal e único no Sul do paí s, aberto há um ano.

O equipamento municipal foi criado essencialmente para divulgar a banda desenhada, reunindo várias centenas de álbuns, fanzines e revistas, e estimular a criação artística nesta área.


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