Festival Super Bock Super Rock com 35 bandas e recinto melhorado

Trinta e cinco bandas actuam a partir de sexta-feira e durante três dias no 11º Festival Super Bock Super Rock, no Parque Tejo, concelho de Loures, num recinto com melhores infra-estruturas e mais restauração.

Agência LUSA /

Numa visita hoje ao recinto, virado para o Tejo, próximo do Parque das Nações e com capacidade para 50 mil pessoas, o promotor Álvaro Covões explicou à Agência Lusa que este ano se apostou no melhoramento das zonas de alimentação e higiene.

Com o orçamento a rondar os seis milhões de euros, a produção colocará 300 casas-de-banho, reforça o número de bares (24) espalhados pelo recinto e disponibiliza 120 metros de stands de alimentação e 1.600 lugares de esplanadas.

"Haverá uma melhor disposição do espaço", referiu Álvaro Covões, de modo a colmatar os problemas sentidos na edição de 2004, que decorreu pela primeira vez no Parque Tejo, como por exemplo a demora no atendimento nas áreas de alimentação e bebidas.

O cartaz revela nomes do rock mais pesado, com excepção de sábado, onde as propostas variam entre a pop, o rock e o hip hop.

As actuações voltarão a repartir-se por dois palcos, um dedicado em exclusivo a artistas portugueses, com as bandas a tocarem intercaladas e quase ininterruptamente.

A maioria dos artistas é repetente nos palcos nacionais e conhecida do público português, mas muitos dos grupos regressam com novos álbuns.

Na sexta-feira, os cabeças-de-cartaz do palco principal são os System of a Down e os The Prodigy, enquanto no palco Quinta dos Portugueses actuarão nomes como Blasted Mechanism, The Temple e Primitive Reason, todos com trabalhos recentes.

No sábado, o destaque vai para a estreia em Portugal dos britânicos New Order, banda com mais de vinte anos surgida depois do fim dos Joy Division e que editou este ano o álbum "Waiting for the sirens` call".

O músico norte-americano Moby fecha a noite, que contará ainda com os Black Eyed Peas ou os The Hives, enquanto pelo palco dos portugueses passam Boss Ac, Loto, Fonzie e The Gift.

Domingo, no encerramento do festival, a noite é de Iggy Pop & The Stooges, Audioslave e Marilyn Manson, os cabeças-de-cartaz, além dos Bunnyranch, Wray Gunn e Blind Zero, as últimas três actuações do palco dos portugueses.

As portas do recinto abrem às 15:00, os concertos começam duas horas depois e, segundo a promotora, o primeiro dia está a registar uma maior venda de bilhetes.

Os ingressos custam entre 38 euros (de um dia) e 75 euros (passe para os três dias).

O Festival, patrocinado pela marca de cervejas Super Bock, conta com o apoio da RTP, RDP, semanário Blitz e MTV Portugal e terá uma cobertura internacional com a presença de vários jornalistas de França, Espanha e Reino Unido.

A Carris terá serviços especiais de autocarros, de bilhete pago, entre a Estação do Oriente e o Parque Tejo e a CP reforçou os comboios na linha da Azambuja entre as duas e as quatro da madrugada.

Durante os três dias do festival, os comboios urbanos de Lisboa e os regionais terão paragem na estação de Sacavém, que está mais próxima do recinto.

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