Filme polémico que explora mente do assassino de John Lennon chegou hoje ao Reino Unido

Londres, 07 Dez (Lusa) - Um filme polémico que explora a mente obscura do assassino de John Lennon, Mark David Chapman, chegou hoje aos cinemas do Reino Unido na véspera do vigésimo sétimo aniversário da morte do músico.

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Intitulado de "O assassínio de John Lennon", o filme, dirigido pelo britânico Andrew Piddington, recria com dramatismo os planos arrepiantes de Chapman, um narcisista transtornado, para acabar com a vida do famoso músico.

Andrew Piddington demorou três anos a terminar a película por falta de dinheiro e reconstruiu os movimentos do assassino nos meses anteriores ao crime, a partir das próprias declarações à polícia e de testemunhos.

Alguns críticos argumentam que o assassino é glorificado no filme que o realizador quis "desde o princípio" que fosse "controverso, duro, realista e impávido na apresentação da verdade".

O filme, aclamado em 2006 no Festival de Edimburgo, ganhou este ano o prémio especial do júri no Festival nova-iorquino de Cinema de Tribeca e recebeu boas críticas, apesar de ter sido alvo de alguma rejeição no Reino Unido.

O crítico Ian Millar, do Bloomberg, lamentou que Chapman apareça no filme como "um certo tipo de anti-herói existencialista", quando foi apenas "um homem muito perturbado e, possivelmente, doente, que assassinou Lennon a sangue frio.

Contudo, Andrew Piddington argumenta que "o filme não condena nem exonera Mark Chapman e que, apesar de se tratar de um filme humano, não é de forma alguma compassivo com ele".

Mark David Chapman, que cumpriu a pena de 20 anos de prisão em 2000, continua encarcerado numa cela da prisão de Attica (Nova Iorque) e foi-lhe negada a liberdade condicional em quatro ocasiões devido à "natureza rara" do seu crime.

BZC.

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