Filme sobre vida de Benazir Bhutto disputado por Hollywood e Bollywood

Nova Deli, 13 Jan (Lusa) - Um filme sobre a vida da ex-primeira ministra do Paquistão Benazir Bhutto pode ser em breve realidade, mas desconhece-se ainda se será feito em Hollywood ou Bollywood.

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A promotora do projecto do filme é a produtora paquistanesa Anila Khan, irmã do secretário pessoal de Bhutto, que pediu a colaboração do realizador e produtor Mahesh Bhatt, considerado um dos melhores da `meca` do cinema indiano.

"Valorizo muito Benazir. Era uma mulher muito valente. Vivia no coração do povo do Paquistão. O filme que vou fazer é uma homenagem a ela", declarou Anila Khan, contactada telefonicamente pela agência noticiosa espanhola EFE.

Adiantou que Bhatt aceitou colaborar com ela como co-produtor do filme, que contará a vida da líder paquistanesa desde a infância até à morte num atentado a 27 de Dezembro de 2007 na cidade de Rawalpindi.

"Estamos numa fase preliminar. Neste momento preocupa-nos conseguir a autorização da família", disse Khan, revelando que a família "também tem uma oferta de Robert Redford, que quer fazer um filme sobre ela". "Depende de quem decidam apoiar", adiantou.

Diz-se que Benazir Bhutto prometeu pessoalmente a Redford que só ele faria um filme sobre a sua vida.

"O que me interessa é que haja um filme sobre a grande personalidade de Benazir. Quem o fará não é tão importante. Se for o Redford, nós retiramo-nos", admitiu a produtora.

Bhatt precisou à imprensa indiana que para se ocupar do projecto necessitaria da autorização da família, do partido de Bhutto e também do governo paquistanês, para a filmagem no país.

"Era uma grande personalidade. É óbvio que muitos querem fazer um filme sobre ela", disse à EFE Ajaz Durrani, porta-voz da residência familiar dos Bhutto, que recusou indicar qual o projecto para que se inclina a família.

A história de Bhutto tem muitos elementos para ser levada até ao ecrã, já que Benazir assumiu aos 26 anos a liderança do partido fundado pelo seu pai, Zulficar Ali Bhutto, que perdeu o poder e a vida às mãos do ditador Zia ul-Haq, em 1979.

Em 1988, depois de ter estado presa e exilada, tornou-se a primeira mulher a assumir a chefia do governo de um Estado islâmico, quando tinha 35 anos e um primeiro filho recém-nascido.

Duas vezes primeira-ministra, os seus governos caíram sob a suspeita de corrupção, que a levou novamente ao exílio, enquanto o seu marido, Asif Ali Zardari, cumpria vários anos de prisão.

A 18 de Outubro do ano passado regressou ao Paquistão após ter sido amnistiada e saiu ilesa de um atentado que causou 150 mortos em Karachi, entre os milhares de paquistaneses que lhe queriam dar as boas vindas, para morrer 71 dias depois num outro ataque após ter feito um comício em Rawalpindi.

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