Francês suspeito de roubo de obras de Dali, Picasso e Monet

A polícia brasileira divulgou o retrato de um cidadão francês suspeito de envolvimento no assalto a um museu do Rio de Janeiro de onde foram roubadas obras de Picasso, Matisse, Monet e Dali.

Agência LUSA /

O francês, Michel Sylvain Cohen, que há três anos escapou de uma prisão do Rio de Janeiro, é também procurado pelas autoridades do Estados Unidos pelo crime de falsificação de quadros.

O retrato do suspeito foi entregue à Organização Internacional de Policia Criminal (Interpol), informaram autoridades policiais brasileiras.

O assalto ao Museu Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, ocorreu no dia 24 de Fevereiro e resultou no roubo de "Os Dois Balcões", de Dali, "A Dança" e o livro de gravuras "Toros", de Picasso, "Marine" de Monet e "Jardim de Luxemburgo" de Matisse.

Durante o roubo, os quatro assaltantes sequestraram nove turistas que estavam no museu na altura e agrediram um dos guardas de segurança, depois de exigirem que se desligasse o circuito fechado de televisão.

Na sequência do assalto, a polícia brasileira distribuiu nos aeroportos, portos e postos fronteiriços retratos robot dos quatro suspeitos, para tentar evitar que as peças de arte, avaliadas em 50 milhões de dólares, saíssem do país.

As autoridades anunciaram também uma recompensa de 10.000 reais (3.945 euros) a quem der informações que ajudem a encontrar os quadros.

Na sexta-feira, a polícia anunciou ter encontrado restos calcinados de gesso e de madeira que formavam a moldura dos quadros roubados.

Depois de receberem um telefonema anónimo, polícias do Rio de Janeiro encontraram numa favela do centro da cidade os restos das molduras das telas "A dança", de Pablo Picasso, "Os dois balcões", de Salvador Dali, e "Marinha", de Claude Monet.

A favela em causa, o Morro dos Prazeres, está localizada no bairro de Santa Tereza, na zona sul do Rio de Janeiro, a menos de um quilómetro do museu de onde os quadros foram roubados.

Nos restos queimados, os polícias encontraram ainda um pedaço de tecido queimado com o número de registo do quadro de Pablo Picasso no museu.

Autoridades brasileiras acreditam que os quadros foram levados por um bando internacional, especializado em roubos de obras de arte.


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