Cultura
Fundação José Saramago questiona "critério" para retirada do autor de obras obrigatórias
A Fundação José Saramago questionou esta segunda-feira qual o critério para a retirar a obra do Nobel português das aprendizagens essenciais do Ensino Secundário. A proposta é ainda preliminar.
Em comunicado enviado às redações, a Fundação presidida por Pilar del Rio sublinha que procura sempre "agregar e não colocar em compração ou oposição".
Questiona qual foi o critério na origem da proposta e se irá abranger "outros autores que integram o cânone da Literatura Portuguesa".
Em causa está a proposta de alteração das aprendizagens essenciais do 12º ano, que integravam, até à data, duas obras de José Saramago, "Memorial do Convento" e "O Ano da Morte de Ricardo Reis".
Questiona qual foi o critério na origem da proposta e se irá abranger "outros autores que integram o cânone da Literatura Portuguesa".
Em causa está a proposta de alteração das aprendizagens essenciais do 12º ano, que integravam, até à data, duas obras de José Saramago, "Memorial do Convento" e "O Ano da Morte de Ricardo Reis".
Prevê-se a introdução da obra "Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde", de Mário de Carvalho. A Fundação José Saramago sugere que também Mário de Carvalho é "merecedor de toda a admração" e que a introdução desta obra na lista de livros de leitura obrigatória abre a porta "a que outras e outros escritores participem também na formação das novas gerações de leitores".
Deixa, por isso, a sugestão de "trocar a palavra 'ou' pela palavra 'e'", abrindo espaço para os dois autores.
Estas e outras alterações fazem parte de uma versão preliminar revista das aprendizagens essenciais em consulta pública, um processo que se irá estender até 28 de abril.